sexta-feira, 5 de maio de 2017

Deus NÃO está morto

Desde dezembro de 2016, estive numa tempestade. Meu pai piorou após tentar fazer tratamento psiquiátrico. Foi internado. Fez muitos exames e nada de diagnóstico. Foram noites, tardes e manhãs no quarto do hospital. Despejando marreco cheio de xixi no vaso. Procurando opções de alimentação que ele pudesse aceitar. Resolvendo todos os problemas da casa sozinha.
Para o médico dizer:
O estado do seu pai é muito grave. Estamos procurando um tumor que provavelmente está avançado. Tentaremos radioterapia mas é provável que o tratamento não dê certo e que percamos ele.

Os exames não eram conclusivos. Não se achava o tumor. Não havia diagnóstico. E ele queria que eu aceitasse que meu pai ia morrer.

No meio disso tudo, o sr D foi aproximando de mim. Os exames foram cada vez mais comprovando que meu pai não tinha câncer.
Aquilo era tão bom. Tão inacreditável que eu vi que só podia ter uma explicação. Deus existe. E cuida de nós. Não tem como tanta coisa boa acontecer por acaso. No meio de tanta desgraça.

Foi assim que deixei de ser ateísta.

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