terça-feira, 11 de outubro de 2016

Maturidade

Não sei como é para quem não tem transtorno de humor, mas para mim a maturidade chegou como uma bênção. Principalmente porque veio acompanhada de tratamento e estabilidade.
Quando a medicação falha - por ser utilizada de forma errada - e sinto o retorno de alguns sintomas, posso comparar.
No entanto, no melhor dos meus dias, as pessoas continuam me chamando de doida, por causa da minha personalidade excêntrica. Eu simplesmente estou sempre aberta à tudo e considerado qualquer ideia maluca primeiro antes de decartá-la.
Tenho interesses aparentemente conflitantes. Nos momentos mais sossegados sou antissocial e gosto de ficar lendo. E nos dias de hipomania prefiro dançar e ver gente. Sempre foi algo difícil de explicar isso porque todas as pessoas me relataram seus gostos de modo coerente. Os intelectuais não dançam e os dançarinos não gostam de ler. Os primeiros me classificam como baladeira e os últimos como nerd.
A cada dia mais satisfeita em ter recebido um diagnóstico antes de me matar, hoje estou tomando 125mg de lamotrigina (Leptico), 50mg de sertralina (Tolrest) e 0,25mg de alprazolam.

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