sábado, 30 de janeiro de 2016

A gente não quer só comida

Ontem refleti sobre coisas surpreendentes.
Assim que meu namoro acabou, quis participar do baile da escola de dança que frequentava. Conheci o professor novo de tango, argentino, muito sexy, da minha idade. Safado, me comia "com aqueles olhos de comer fotografia". Mas nunca me fazia uma proposta mesmo. Resumindo, só agora é que fomos nos envolver. Ele traindo a namorada e eu já sem aquele entusiasmo todo.
Ele estava me chamando pra sair há dias. O corpo de dançarino, muito bonito, mas o pênis todo pequeno. Achei que não ia dar em grandes coisas, estrangeiro... Pois ele me fez gozar duas vezes no mesmo round! Isso nunca havia me acontecido. Saber lutar com as armas que se tem é o mais importante.
Mas não foi isso o que me fez pensar. Depois da transa ele nem deitou. Foi direto tomar banho. Depois voltou e já se vestiu: to do. Eu não podia nem ficar de pé, pela bambeza do orgasmo.
Ele falava de muitas coisas. Demonstrava passos de dança. Eu estava muito relaxada. Pedi que se deitasse e fiquei lhe fazendo carinho na barba.
Assim que pude tomei banho também e me vesti. Notei que ele parecia constrangido. E agora? O que vamos fazer? Vou embora? - fiquei pensando.
Ele disse que precisava sair para resolver problemas. Vi que era a minha deixa mesmo e fui.
Que coisa mais sem sal. Não é só isso que você quer? Aproveitar o sexo? Foi assim que descobri que sexo não é tudo para mim. Mas foi só tendo o sexo que pudr saber isso. Coisa que os homens sempre têm e nós custamos a conquistar.
Depois que eu gozo gosto muito de carinho. É uma questão hormonal, não é? Vontade de ficar abraçado. Ou dormir. Passar a mão no outro. Cheirar. Isso é aproveitar o momento.
Esses homens que gozam e saem correndo, mesmo tendo feito a mulher gozar horrores, não estão com nada. Mas só experimentando para saber o que gostamos! Não quero só gozar.

Nossa, essa postagem vai ficar longa. Depois desse encontro pela metade decidi confirmar o encontro da noite, porque nem havia anoitecido ainda.
Um rapaz da capital.  Se mostrou muito simpático e os assuntos corriam num delicioso rio desordenado. Só depois no carro é que ele foi me beijar. Ele queria evoluir, mas eu estava cansada e pus fim no amasso. Não era um bom papo que você queria? - Não. Só afinidade intelectual não basta. Provavelmente tínhamos afinidade na cama também. Mas avaliando o encontro como foi, vi que também não é só isso que eu quero. 
Saber o que não se quer é o primeiro passo.

E mais um detalhe. Esse segundo rapaz me contou a intensa experiência dele com a paternidade. Achei muito interessante. Imaginei como deve ser indescritível ver um bebê que tem seus traços. Cuidar dele. Se envolver. O amor incondicional. Eu nunca havia pensado nisso. Talvez eu reveja a decisão de não ter filhos.

Tenho que acrescentar na lista:
Sr. S dos dois gozos
Sr. I pai

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