terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Imaturidade

Como sempre reli postagens anteriores. Já estive tão lúcida...
Hoje foi um dia de acúmulo de muitas coisas difíceis.
Não sei se consigo fazer a separação entre mal estar físico e humor. Humor como inclinação para uma interpretação boa ou má do mesmo evento.
Isso é inegável. Se eu estivesse hipomaniaca, estaria super animada para viajar, mesmo sozinha. Ficaria satisfeita pela pequena melhora da depressão do meu pai. E ficaria empolgada de sair de um emprego e poder tentar qualquer outra coisa.
Ver que nada é bom ou mau em sua essência, é muito difícil.

Morte

Meu pai está de cama. Uma forte de crise de depressão e ansiedade.
A vizinha, uma idosa muito boa, morreu hoje.
Fui demitida de um dos empregos. O mais importante.
A princípio me senti forte. Depois fiquei repetindo totalmente fora de ordem uma reza. E por fim percebi que quero morrer.
Não tenho ninguém para viajar. Não tenho ninguém para sair. Não tenho ninguém com interesses semelhantes. Não tenho nada.
Há dias que venho tentando timidamente me destruir com biscoitos, doces e tudo que pudesse comer.
Acho que a medicação não está funcionando. Não funciona para grandes problemas.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Maturidade

Não sei como é para quem não tem transtorno de humor, mas para mim a maturidade chegou como uma bênção. Principalmente porque veio acompanhada de tratamento e estabilidade.
Quando a medicação falha - por ser utilizada de forma errada - e sinto o retorno de alguns sintomas, posso comparar.
No entanto, no melhor dos meus dias, as pessoas continuam me chamando de doida, por causa da minha personalidade excêntrica. Eu simplesmente estou sempre aberta à tudo e considerado qualquer ideia maluca primeiro antes de decartá-la.
Tenho interesses aparentemente conflitantes. Nos momentos mais sossegados sou antissocial e gosto de ficar lendo. E nos dias de hipomania prefiro dançar e ver gente. Sempre foi algo difícil de explicar isso porque todas as pessoas me relataram seus gostos de modo coerente. Os intelectuais não dançam e os dançarinos não gostam de ler. Os primeiros me classificam como baladeira e os últimos como nerd.
A cada dia mais satisfeita em ter recebido um diagnóstico antes de me matar, hoje estou tomando 125mg de lamotrigina (Leptico), 50mg de sertralina (Tolrest) e 0,25mg de alprazolam.

sábado, 8 de outubro de 2016

Solidão x Ansiedade

Algo que aprendo cada vez mais é que confundimos nossos sentimentos com nosso humor. É um emaranhado.
Agora pouco acordei com ansiedade. Pensei na minha solidão. E logo usei essa ideia para dar sentido ao mal estar.
Como se diz na psicanálise, a vida é uma busca por sentido.
Mas, pensei um pouco. Se estava sentindo ansiedade, o que isso teria a ver com a solidão? Solidão pode ser positiva ou negativa. Como tudo. E pude ver os dois elementos separados: solidão e ansiedade.
Era a hora de tomar os remédios. Pouco tempo depois a solidão me era indiferente. Sai para comer sozinha. E vi que era bom. Antes me esforçava para me entender com meu ex. Para ter conversas agradáveis. Para nos sentirmos bem, quando na verdade nossos problemas estavam inatingíveis em nós.
Sempre que os sintomas desagradáveis aparecem, até mesmo uma simples dor de cabeça, o indivíduo quer associar aquele mal estar à algo exterior. Expurgar o sentido. Tentativa de se sentir confortável psicologicamente com algo físico.
Não basta não se identificar com o sentimento como nos diz o Budismo. Precisamos dissociar nosso mal estar de nossos sentimentos. Os sentimentos são usados como veículos para direcionar o mal estar para o exterior, seja um objeto ou ideia.
Acho que o caminho é aceitar a dor como ela é, e procurar resolvê-la com se apresenta.
Talvez a confusão tenha origem quando o trajetória é oposta. Quando um fato causa um sentimento e este causa dor, passamos a associar mal estar à dor. Sentimento ao corpo. A partir daí qualquer mal estar terá de ser representado por um sentimento.
Mas como a depressão poderia significar que estamos tristes? Não estamos. Estamos doentes.
Como a mania seria o sentimento de que somos super-homens? Não é verdade.  Estamos desequilibrados, à beira de um surto.
Ter consciência disso é liberdade. O mundo é o mesmo. O que muda é o meu corpo. Minha mente não precisa sofrer com isso. Ela pode se libertar, se recusar a criar ou acreditar em solidão, abandono, raiva, inveja, tristeza, poder...
Se não somos nossas mentes, tão pouco somos os pensamentos que  associam a dor aos sentimentos.

(Peço desculpas por esses textos tão mal escritos, mas muitas vezes estou num estado de dificuldade de raciocínio e concentração, por causa dos sintomas e da medicação).

domingo, 2 de outubro de 2016

Evolução

Já até tomei o alprazolam para dormir mas precisava comentar aqui. O sucesso do meu tratamento. A diferença que fez na minha vida.
Estou muito satisfeita com as mudanças. Hoje eu percebi que a irritabilidade e o mal estar generalizado que me acompanharam a vida toda não existem mais.
Quem sabe que eu faço tratamento psiquiátrico tem pena de mim. Mas eu é que tenho pena deles. Muitos sofrem com graves sintomas de depressão e nem sabem. Nunca dormiram uma noite inteira. Nunca se sentiram confortáveis num ambiente diferente. Não têm vontade de ter vida social. Acham que a personalidade deles é assim. Que a vida é um fardo, todo mundo é insuportável e veem tudo pelo lado negativo.
Eu completei um ano de tratamento agora em junho. Mudou totalmente a minha vida.
Ainda há muito para melhorar. Mas já não sinto aquela irritabilidade sem motivo que me fazia chutar tudo e chorar no chão. Aquela vontade de sair correndo quando tinha que sentar à mesa com um grupo - no auge da depressão.
Fora isso, a maturidade também é algo maravilhoso. Vou completar 31 anos. E a experiência de vida que tenho é o maior valor em mim. Não é só a educação que é um bem que não se perde. A maturidade também.
Exemplo. Sai com um rapaz hoje, Sr. A bombado. Muito atraente. Mas isso não me causa mais o mesmo impacto. Eu vejo que eu não quero mais mesmo só sexo, prazer momentâneo. Isso não tem graça mais. Eu quero intimidade. Parceria.
Eu estou mais afinada ao princípio da realidade. Adiando um prazer de momento em favor de um prazer maior. Não quero mais perder tempo com envolvimentos que vão me machucar depois.
Eu sonhei que para chegar num lugar que eu queria precisava passar do lado de uma escada. Ela tampava a passagem. Eu poderia subir nela e pular pela lateral. Mas era de vidro com as quinas vivas, iria me cortar.
As pessoas generalizam e acham que os símbolos que Freud fala na Interpretação dos Sonhos são bobagens, por serem de outra cultura. Mas alguns são universais. Sem dúvida a escada é o prazer sexual que eu quero evitar para não me machucar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Noite deliciosa

Sofri muito esquecendo o paulista Sr J. Depois conheci aqui o Sr R. Perdi a conta dos Srs R's. Esse era difícil e gostoso. Como todos...
Em síntese, esse último Sr. R parecia uma ótima pessoa. Saimos um mês e namoramos uma semana. O sexo era muito bom. O instrumento dele tem um tamanho ideal, quase grande demais. Mas ele se revelou muito irritável e implicante. Começou a me dar crise de ansiedade. Daí me afastei.
Agora, depois de muitos fins de semana só trabalhando, sai pra dançar.
Uma festa ótima. Mas com público alternativo, gay. Fui só pra dançar. Estava babando nos gays gostosos quando me apareceu um gostoso que eu já tinha visto antes.
Ele dançou comigo. Um corpo tão gostoso. Uma pele quente. Uma carne macia. Pelos loiros macios. Um cabelo farto e grosso bom pra segurar firme.
Ele ficou conversando comigo e eu não sabia se ele ia afinal chegar em mim. A tensão estava me matando de tesão.  Mas quando nossas bocas e corpos se uniram, tudo fazia sentido.
Ele é peludo. Loiro. Olhos verdes. Boca de anjo. A língua é o par perfeito para a minha. Peito forte.
Preciso provar ele todo.
É o novo Sr. I.

domingo, 24 de julho de 2016

Carinho e atenção

Se a teoria de que carinho e atenção me fazem gostar de um homem, então eu deveria estar apaixonada pelo Sr. W2. Porque ele liga, manda mensagem, manda cesta de bombons. Não é isso.
Também não é só o sexo. Porque senão eu estaria com o Sr. P, que quer compromisso.
Não tem explicação.

Sofrendo para esquecer

Às vezes eu só queria fazer um buraquinho no coração para vazar um pouco da dor.
Eu desisti do Sr. J. Voltei para a estrada. Agora o roteiro é outro. Nada de sexo nos primeiros encontros. A ideia é conhecer com calma.
Tenho uma pequena coletânea:
Sr. A: estuda religiões. Não parece que aposta muito em nós.
Sr. E: marcou encontro amanhã.
Sr. W: mandou cesta de bombons com direito a rosa e coração de pelúcia. Mas não é muito interessante.
Sr. R: engraçado e macio. Quem sabe.
Sr. G: perfil que lembra o Sr J - paulista ocupado.
Sr. P: voltou e me provocou uma crise de pânico por cobrar compromisso.

Firmei com uma terapeuta. Agora vai.
Tomei o remédio para dormir e estou aqui insone.

sábado, 16 de julho de 2016

Ansiedade

Estou numa fase de depressão. Tive algumas crises de ansiedade/pânico nos últimos dias.
Achei que agora eu queria um relacionamento sério. Queria namorar com o cara de SP. Que não quer compromisso agora.
Mas daí, um cara que sai no início do ano me procurou. Sr. P que parece muito com meu primeiro namorado. Ele disse que gosta de mim e que quer tentar algo sério.  Daí estava enrolando p sair com ele.Sai hoje. E ele falou que não quer só ficar, quer ter uma perspectiva de um relacionamento sério e tal. Fiquei muito ansiosa. Pedi para ir embora porque pensei que teria uma crise de síndrome do pânico lá.
Fiquei mal. Me sentindo insegura. O braço dolorido de ansiedade.
Eu acho que eu só queria namorar o Sr. J pq vi que ele não queria. E porque sei que não daria certo.
Estou muito decepcionada de não saber o que eu quero. E de ter medo desse cara. Acho que estou me sabotando. Não sei do que eu tenho medo. Talvez seja de me prender à mais alguém que fala de cara que gosta de mim. Esses caras me prendem fácil.
Cheguei em casa quase surtei. Lembrei dos olhos dele. Senti que a personalidade forte dele iria me aniquilar. Senti que ele iria me engolir.
Mas ele é bacana. Eu poderia ser feliz. ..
O que é pior? A morte por aniquilação ou o definitivo do compromisso firmado? A morte é certa assim.
A incerteza do Sr. J era um alívio.

5 motivos para você ser feliz sozinho

O senso comum é uma força muito perigosa. A apologia à solidão, por exemplo, é o único mantra dos terapeutas e desiludidos. A solidão, que deveria ser uma necessidade momentânea, passou a ser obrigação de toda pessoa "madura". Dizem que só é válida a companhia que se deseja e não a que se necessita. E acaso na nossa sociedade essas duas coisas tem diferença? Quando você deseja algo, você precisa daquilo. Desejo e necessidade se confundem.  Ou você vai morrer sem internet? Ao mesmo tempo você vai mesmo "viver" sem internet? O que é necessário para viver? Vá viver "na natureza selvagem" então, se não tiver necessidade de se relacionar.

É, apenas um título vulgar para atrair você leitor.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fim do Sr C

Fim da linha com o Sr C. Viajamos juntos. E é nas viagens que se conhece as pessoas. Toda a chatice pula para fora. Nem sempre nas primeiras 24 horas. Tem gente que consegue esconder mais tempo.
Daí minha amiga argumenta: Você também não é normal.
Ah. Esqueci mesmo. Sou bipolar. Por isso essa viagem impensada e de última hora. Mas valeu. Aprendi mais coisas:

Que afinidade na cama só tem valor quando se está num relacionamento bom. Fora disso não vale nada. Porque até o prazer de uma noite pode ser prejudicado por personalidades desagradáveis.

Que se eu gosto de viajar pra praia não devo ir para outro tipo de lugar, porque eu realmente não gosto de viajar pra ver museu e parque.

Que a companhia é tudo. Melhor viajar sozinha do que mal acompanhada.

E que quando estou meio maníaca não avalio as coisas com cuidado.

Sr. W (ou CTRL+W)

O Sr. W foi tudo de bom mesmo. Eu deveria ter escrito sobre ele antes, mas estive estudando para um concurso.
Bom, foi assim... no nosso primeiro encontro, conforme me prometi, não rolou sexo. Foi muito difícil. Principalmente porque eu sou inexperiente nessa de seguir regras idiotas. E daí, cai no papo mais furado do mundo "vamos subir para conversar mais um pouco".
Mas para ver o que acontece fiz o impossível. Fiquei de pé e pedi para ir embora, resoluta, quando ele passava a barba ruiva e deliciosamente macia no meu pescoço e eu sentia uma ardência terrível lá embaixo dizendo que meu corpo estava mais que preparado - desesperado na verdade.
Sr. W, além de gostoso, é macio, cheiroso, agradável e financeiramente estável - passei a levar isso em consideração, agora que parei de "pegar geral".
Nesse frenesi, o segundo encontro já ficou confirmadíssimo para o final de semana seguinte. Fiz o dever de casa. Apesar de ter ido para o apartamento dele de tarde, o fiz esperar até a noite.
Foi muito bom. Não dá para explicar esse negócio de química mesmo. Ele não é bonito. Um amigo meu inclusive me disse que ele não é pegável. Mas há controvérsias.
Enfim, a gente se pegou horrores o fim de semana todo.
Mas ainda não nos vimos de novo. Ele mandou o carro para tirar uns amassados que eu presenciei no primeiro encontro. Daí o próximo encontro ficou no ar.
Enquanto isso, revi o Sr. J já. E até recuperei um pouco do tesão por ele. Consegui sentir um pouco de prazer.
E a companhia dele está mais agradável do que antes, quando ele era um tesão.
Voltando ao hoje, passei tanto tempo estudando que agora que fiz a prova ficou um vazio. Decorei todos os atalhos com CTRL+ o alfabeto inteiro. Mas esse que era um tema que sempre cai nessa banca, dessa vez não caiu.
Sem saber o que fazer, me senti abandonada. Os meninos longe... Não vi nenhum essa semana. O Sr. J até me convidou, mas tinha a prova.
Vamos ver se o Sr. W me chama para o terceiro encontro ou se foi CRTL+W.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Homem difícil Sr. J

A minha "nova paixão", motivo pelo qual encerrei O projeto, é o Sr. J - homem difícil.
Depois que deixei ele ter razão nas discussões bobas, tudo ficou bem. Ele ainda apresentou umas neuras sobre a possibilidade de eu mexer nas coisas dele e ver alguma coisa que não devia.
Mas depois, na semana passada, as mensagens dele foram diminuindo cada vez mais. E eu fui ficando triste. Demorava muito para me responder e então parei de mandar. E ele não mandou também. E o vi online diversas vezes.
Depois de dois dias de muita tristeza, choro, luto e muitos, muitos conselhos e reflexão de diversos amigos - o amigo homem, o gay, a mulher... - botei um fim. Exclui o número dele para não cair em tentação de mandar mensagem.
E voltei à roda. Foi conversando com outros caras que me distrai. Um deles se destacou, Sr. W, e logo marcou de me ver no fim de semana.
Mas no terceiro dia! Heis que o homem difícil ressucita! Diz que quer marcar da gente passar a próxima semana juntos.
Conversei com ele normal. A raiva e a tristeza tinham passado mesmo. Fiquei muito exultante de perceber que o gelo havia dado certo. Mas a maior parte do afeto que estava investido nele, já havia sido transferido para o Sr. W, com o qual tive um primeiro encontro maravilhoso que merece um post separado.
Daí nessa semana estou com o Sr. J difícil. Ainda gosto dele, mas quando nos encontrarmos confirmei que o tesão sumiu todo! Da outra vez fiquei bolinando ele toda hora. Agora ele é só um cara magro e alto. Transei com ele ontem só pra tentar. Foi péssimo.
Quando vi que não conseguia me animar com as carícias dele falei tudo. Ele negou. E disse pra eu mandar: fala comigo, estou vendo vc online. Se tivesse emoji aqui, merecia aquela cara antipática.
O que me fez ter tanta atração por ele provavelmente foi o carinho e a atenção que ele me dava.

segunda-feira, 21 de março de 2016

7 semanas e 1/2 de amor: Relatório final do projeto

Balanço

1- Sr. J - papo bom e beijo ruim
2- Sr. H - bipolar (lembra muito R)
3- Sr. D - cotoco/rico
4- Sr. I - incrível pequeno (lembra meu tio)
5- Sr. R (novo) - homem com H
6- Sr. C - negão bem dotado (lembra o segundo namorado F2)
7- Sr. P - moderninho: réplica do Sr. F1 (primeiro namorado)
8- Sr. H2 - roqueiro: réplica do Sr. F3 (quarto namorado)
9- Sr. M - delícia de cinturinha (lembra R e L dançarino)
10- Sr. M2 - lorinho gordinho(lembra meu primo)
11- Sr. S - o argentino sexy e frio
12- Sr. I2 - o pai do ano
13- Sr. M3 -o nerd broxante
14- Meu homem difícil J
15- Meu amigo G (lembra meu primeiro amigo gay da faculdade)

Esclarecendo que não transei com todos, todos. Alguns foi só beijo. Sexo foi com 10.
O projeto começou no dia 22/12/15, mas contei com os dois caras que já havia me envolvido logo após o término do namoro. E terminou no dia 12/02/16 que foi quando percebi que não queria mais. Dez homens em 50 dias. Nada mal.
Sete semanas. Vou arredondar para ficar 7 semanas e 1/2 de amor. Rsrs

Não negue a você uma nova paixão

Bom, seguindo o projeto, recapitulando os últimos foram: Lorinho, Argentino frio, Pai do ano e o Nerd broxante.
Depois disso apareceu um cara muito diferente e divertido. Mas não parecia muito atraente. Fiquei com medo que fosse broxante como o último.
Viajei para a cidade dele. Na primeira noite já fomos pra cama e foi ótimo. Tudo muito intenso.
Ele lembra o meu ex bipolar na meticulosidade e complexidade. Lembra meu último ex na aparência esguia. E ainda lembra um amigo de república no jeito e nos gestos.
Pessoalmente pude descobrir que na verdade ele é muito bonito. Apenas tira umas fotos infelizes - não sabe tirar fotos. Demonstra estar gostando de mim e é uma pessoa bem resolvida.
Mas...sempre tem um, né? Ele é muito excêntrico, complicado, esquisito, argumentador. Segundo o livro "Mulheres que amam homens difíceis", ele é o tipo: Autoproclamado especialista. Ele tende a ter opinião e saber tudo de tudo. E faz questão de ter razão. E não se cala até se sentir vitorioso.
O pior é que eu também faço questão de ter razão. E essas discussões sem objetivo acabam dando um tom belicoso para a situação.
Nesse clima ruim, não estamos nem nos beijando direito. Eu sentei no banheiro e chorei, chorei, até ver muitos pingos grossos no chão. Mas aquilo não parecia suficiente para desabafar a tristeza. Resolvi escutar as músicas mais tristes que tivesse no celular.
Até que me apareceu:

Discussão
João Gilberto

se você pretende sustentar opinião
e discutir por discutir
só para ganhar a discussão
eu lhe asseguro, pode crer
que quando fala o coração
as vezes é melhor perder
do que ganhar, você vai ver
já percebi a confusão
você quer prevalecer
a opinião sobre a razão
não pode ser, não pode ser
pra que trocar o sim por não
se o resultado é solidão
em vez de amor uma saudade
vai dizer quem tem razão

E eu percebi que podia simplesmente deixar ele ter razão! Eu já li isso no livro "Não faça tempestade em copo d'água", mas não coloquei em prática até hoje. Vamos ver se funciona.
Não preciso nem dizer que o projeto chegou ao fim né? Aliás precisa. Perdi a vontade de sair com qualquer outro cara. Só quero ele.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sr M - nerd

Existe aquele termo pejorativo "lanchinho" usado para se referir ao parceiro(a) sexual eventual. Mas pensem... Porque você vai querer ser salada de alface ou ovo frito na vida de alguém, se você pode ser aquela torta de chocolate e nozes?
Tive um encontro diferente essa semana. Um nerd, da área de TI, muito simpático. Mas não sei porque eu fiquei muito tímida. Talvez porque ele era magro demais e eu costumo sentir vergonha alheia em excesso.
É assim, se alguém próximo vai falar em público numa situação especial, fico super ansiosa como se fosse eu. Se alguém fala coisas inconvenientes ou burras, fico incomodada como se fosse eu. Se alguém está meio gordo e está na cama comigo, sinto vergonha de tocar nas partes mais gordurosas, como se fosse comigo. E se a pessoa é muito magra, sinto vergonha de abraçar e sentir aquele esquelo, porque é horrível, e se fosse eu me sentiria muito feia.
Assim, não consegui ficar à vontade com o jovem gênio. Nos beijamos no final da noite. Um beijo seco, com pouca língua e nenhuma química. Mas valeu a conversa, a companhia e o perfume. Foi o Sr. M - nerd.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A gente não quer só comida

Ontem refleti sobre coisas surpreendentes.
Assim que meu namoro acabou, quis participar do baile da escola de dança que frequentava. Conheci o professor novo de tango, argentino, muito sexy, da minha idade. Safado, me comia "com aqueles olhos de comer fotografia". Mas nunca me fazia uma proposta mesmo. Resumindo, só agora é que fomos nos envolver. Ele traindo a namorada e eu já sem aquele entusiasmo todo.
Ele estava me chamando pra sair há dias. O corpo de dançarino, muito bonito, mas o pênis todo pequeno. Achei que não ia dar em grandes coisas, estrangeiro... Pois ele me fez gozar duas vezes no mesmo round! Isso nunca havia me acontecido. Saber lutar com as armas que se tem é o mais importante.
Mas não foi isso o que me fez pensar. Depois da transa ele nem deitou. Foi direto tomar banho. Depois voltou e já se vestiu: to do. Eu não podia nem ficar de pé, pela bambeza do orgasmo.
Ele falava de muitas coisas. Demonstrava passos de dança. Eu estava muito relaxada. Pedi que se deitasse e fiquei lhe fazendo carinho na barba.
Assim que pude tomei banho também e me vesti. Notei que ele parecia constrangido. E agora? O que vamos fazer? Vou embora? - fiquei pensando.
Ele disse que precisava sair para resolver problemas. Vi que era a minha deixa mesmo e fui.
Que coisa mais sem sal. Não é só isso que você quer? Aproveitar o sexo? Foi assim que descobri que sexo não é tudo para mim. Mas foi só tendo o sexo que pudr saber isso. Coisa que os homens sempre têm e nós custamos a conquistar.
Depois que eu gozo gosto muito de carinho. É uma questão hormonal, não é? Vontade de ficar abraçado. Ou dormir. Passar a mão no outro. Cheirar. Isso é aproveitar o momento.
Esses homens que gozam e saem correndo, mesmo tendo feito a mulher gozar horrores, não estão com nada. Mas só experimentando para saber o que gostamos! Não quero só gozar.

Nossa, essa postagem vai ficar longa. Depois desse encontro pela metade decidi confirmar o encontro da noite, porque nem havia anoitecido ainda.
Um rapaz da capital.  Se mostrou muito simpático e os assuntos corriam num delicioso rio desordenado. Só depois no carro é que ele foi me beijar. Ele queria evoluir, mas eu estava cansada e pus fim no amasso. Não era um bom papo que você queria? - Não. Só afinidade intelectual não basta. Provavelmente tínhamos afinidade na cama também. Mas avaliando o encontro como foi, vi que também não é só isso que eu quero. 
Saber o que não se quer é o primeiro passo.

E mais um detalhe. Esse segundo rapaz me contou a intensa experiência dele com a paternidade. Achei muito interessante. Imaginei como deve ser indescritível ver um bebê que tem seus traços. Cuidar dele. Se envolver. O amor incondicional. Eu nunca havia pensado nisso. Talvez eu reveja a decisão de não ter filhos.

Tenho que acrescentar na lista:
Sr. S dos dois gozos
Sr. I pai

domingo, 24 de janeiro de 2016

Como passar o sábado a noite sem Amor & Sexo

Até que não foi tão ruim passar o sábado a noite em casa. Porque vi Amor & Sexo de Fernanda Lima. Imagine se esse programa não é a minha cara? Meus assuntos favoritos.
Que figurinos! Músicas! Que piadas...rs.
Esse primeiro programa teve uns beijos gays... ai, de tirar o fôlego. E a bunda do assistente Borá?  Os dançarinos... Tudo de bom.

Falando em tv aberta, desde ano passado, quando o BBB passou a ter só "gente normal", estou assistindo. É fácil se identificar com pessoas que não estão ali só fazendo um estágio para um programa de humor ou  novela das 6.
Certamente ficção e realidade se confundem nesse programa. E aí eu penso na teoria da literatura. No universo ficcional a faticidade não vem ao caso. O inverso tem de valer também. Se o BBB se pretende uma narrativa não-ficcional, o que houver de representação não importa. É como uma autoficção.

Falando em representação, tenho inventado tanta coisa nos últimos tempos para sustentar minha vida - que já não é dupla e sim múltipla - que começo a acreditar nas minhas mentiras. É uma estranha verdade, quando se conta uma mentira várias vezes ela passa a ser verdade.
Ficção e realidade se confundem. E não é porque eu tenho um pezinho na psicose não.

Simone de Beauvoir e Salvador Dalí

Há uma semana não faço sexo. Passei por uma cirurgia estética ontem e vou ter que ficar dias quietinha.
Estou lendo "O segundo sexo", de Simone de Beauvoir. Ela está utilizando os fatos da biologia para refletir sobre as semelhanças entre os sexos. Difícil  ficar refletindo sobre esse tema sem poder colocar nada em prática.
Acho engraçado pensar como o Simone e o feminismo são antigo e ao mesmo tempo tão distante das mulheres. Minha forma de pensar assusta bastante às mulheres medianas. Mas é um modo de viver pensado há tanto tempo. O que será que ainda impede essas coitadas de parar de correr atrás de casamento e filhos?
Os homens continuam machistas. Por que iriam abdicar de algo tão conveniente? Se ofendem quando não queremos compromisso. Acham que mesmo num envolvimento eventual lhes devemos exclusividade. Se preocupam com quantos homens já dormimos. Abram o olho mulheres! Essas relações só estão favorecendo a eles.
Esses dias me aconteceu algo muito engraçado. Um cara me chamando pra ir encontrá-lo em outra cidade. Você tem que vir primeiro. Não, estou com preguiça, respondeu. Estou com preguiça até de ir comprar comida. Inclusive ia mandar você cozinhar alguma coisa pra mim mais tarde.
Choquei! Como assim? Vai chamar uma mulher para cozinhar para você no primeiro encontro? Não, explicou, não vai ser um encontro. Choquei mais ainda! Como não vai ser um encontro? Vou em outra cidade te encontrar e nem é um encontro? Seria algo amigável (!).
Quando a gente pensa que já viu de tudo... É claro que bloqueei ele. Onde chegamos? Daqui a pouco a mulher vai ter que cozinhar se quiser conseguir sexo. (Será que ele é gay?)

Vi o filme "Poucas cinzas" sobre Salvador Dalí e Gabriel Garcia Lorca. Eu o havia comprado há algum tempo e decidi ver hoje porque ontem na sala de espera da clínica folheei um livro com as obras de Dalí.
Que homem louco! Quadros sobre excrementos, pintos, peitos, bundas, vulvas, animais e muitos elementos misturados. É muito mais que sonho. É o próprio inconsciente. Surrealismo né.
O filme retrata o envolvimento dos dois artistas. Dalí não conseguiu viver a relação. Anos depois, casado, propôs uma relação a três a Lorca. Mas ele não quis, era tarde demais.
Muito sexy. Aqueles rapazes tão lindos fazendo o maior suspense para dar o primeiro beijo. Que delícia. Um olhando para a boca do outro. Algum pretendente me disse que quando um homem olha para a boca de uma mulher é porque a deseja.
Mas não posso. Estou com a cabeça toda enfaixada. Estou igualzinha a Van Gogh quando surtou, cortou a orelha e ainda fez um autoretrato. Se esse blog não fosse anônimo colocava a foto aqui.

O Sr M1 - cinturinha deliciosa

O Sr M1 já havia se tornado um amigo quando me convidou para passar o fim de semana na casa de campo da família junto com uns amigos. Conversamos muitos dias. Ele apelava às vezes. Falava que tenho a personalidade masculina. Aliás tenho ouvido muito isso de vários caras e da psicóloga.
Eu fiquei ressabiada porque ainda não havíamos nos encontrado pessoalmente.
Mas ele se ofereceu até para me buscar. É nessas circunstâncias que a mulher pode observar o nível de interesse do homem. Quando ele te quer, faz de tudo para estar perto. Não devemos nos enganar com homens que se dizem "ocupados", sem tempo ou que dizem que estamos longe demais. .. Esse homem simplesmente não te quer.
Impressionante a semelhança física com Sr. R e Sr. L, respectivamente meu ex e o antigo dançarino. Ele foi muito carinhoso desde o primeiro minuto. Fiquei até assustada. Grandes olhos claros que misturavam azul e verde na extremidade e ainda um fino contrate mel ao redor da pupila. Um sedã conversível. Magro, mas com musculatura definida.
O sítio era lindo. A casa toda em madeira. Aconchegante e charmosa. O grupo de amigos, casais muito bem humorados e agradáveis.
O Sr. M1 estava muito excitado. Me levou para o outro lado da casa e na varanda me abraçou e ficou dando muitos beijos. Muitas insinuações. Eu não estava muito no clima.
Na hora de deitar, cheia de expectativa tomei banho e vesti uma camisola de renda vermelha matadora. Mas a dificuldade imposta pelas circunstâncias de pouca privacidade, devido à presença dos demais convidados na casa, me exasperou.
Quando me deitei estava irritável. Não conseguia relaxar. Quando ele partia para colocar a camisinha, eu sentia que não estava no ponto. E quando estava no ponto ele estava quieto ou recomeçando. Ficamos nesse impasse e ele estava quase desistindo. Temendo que ele desistisse e fosse dormir, me concentrei, me animei e deixei que ele partisse para os finalmentes.
Se eu narrasse em detalhes como foi, estaria mentindo e muito. Já foram tantas as vezes que não tenho como me lembrar de nenhuma com exatidão. O que posso dizer é que o formato dele era peculiar e talvez por isso provocava tantas sensações. O comprimento um pouquinho acima da média e a ponta bem mais larga que o corpo.
Muito controlado manteve a situação durante longo tempo contando com meu orgasmo, que não veio. Mas era tão bom, mas tão bom, que em certo sentido valia bem mais que um gozo.
De madrugada choveu e especulamos duas possibilidades: transar na chuva ou na piscina. Mas pelo frio ele não teve vontade.
No dia seguinte, eu nem acreditava nas minhas sensações. Olhava pra ele, sem camisa, o peito definido, a barriga reta - mas sem aqueles gomos de barata estranhos -  as costas em v e uma cinturinha! Mais fina que a minha. Que coisa mais sexy! Eu olhava e já ficava louca de vontade de chegar perto, pegar nele, voltar correndo para o quarto.
Foram dias maravilhosos. Depois disso estive na casa dele também. Fizemos todas as posições. E ele ainda adora chupar. Aguenta muito tempo em qualquer posição. Tem muita disposição. Um achado!
Mas não teve um bom fim. Começou a jogar indiretas sobre compromisso, eu desconversei e ele ficou com raiva. Ainda tentamos nos entender. Mas agora acabou.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Relatório do Projeto I

Estamos em janeiro. Olha como está a lista:

1- Sr. J - papo bom e beijo ruim
2- Sr. H - bipolar (lembra muito R)
3- Sr. D - cotoco/rico
4- Sr. I - incrível pequeno (lembra meu tio)
5- Sr. R (novo) - homem com H
6- Sr. C - negão bem dotado (lembra o segundo namorado F2)
7- Sr. P - réplica do Sr. F1 (primeiro namorado)
8- Sr. H2 - réplica do Sr. F3 (quarto namorado)
9- Sr. M - delícia de cinturinha (lembra R e L dançarino)
10- Sr. M2 - lorinho (lembra meu primo)

Tenho umas propostas bem interessantes. Meninas. E até um casal! O tal do poliamor. Dizem que é muito interessante para quem é bi.

Sr M2: lorinho

O Sr. M2 me deu o segundo orgasmo do projeto! Ele sabe a técnica do ponto G. Sabe aquela do dedo lá dentro? E acho que o movimento é giratório mesmo. Forte.
Com ele conheci o motel novo da cidade. Gordinho, inteligente, engraçado e maluco. Loiro: barba, pele e cabelo macios demais. Cheiro e textura de um edredom da MMartam. kkk. Que homem gostoso de se estar.
Realmente, os homens menos bonitos são melhores na cama. Se esforçam mais. Aprendem mais. Valem muito a pena.

Gozar chorando (com o Sr. I)

Sabe aquele quadro feminino em que ele goza bem gostoso e ela não? Depois ele dorme o sono perfeito e ela fica acordada olhando?
Ele fica encantado olhando nos olhos dela e ela desvia o olhar?
Ele se diverte horrores na noite com ela e ela... não gosta tanto assim?
Aconteceu comigo. Mas trocado.
Foi ótimo assim para mim. Gozei chorando, coisa que não me acontecia há anos. E foi o primeiro orgasmo depois que comecei o Projeto JK.
Sim, gozei chorando, é assim, a emoção vai aumentando, aumentando, até que fica tão forte que explode num choro manso. As lágrimas rolam. E o cara é óbvio fica com medo e para. Acha que está me machucando, daí com muito esforço balbucio: continua, estou gozando.
O Sr. I goza sem fazer nenhum barulho. Nenhum gesto. Nenhum nada. Se ele não para ou fala: gozei, não dá para saber. É estranho. Até os homens mais fechados, como meu ex, dão sinais claros de que vão gozar ou que gozaram. Talvez seja isso que pensam os homens que me falam que sou caladinha na cama. Mas minha respiração fica ofegante. Gemo quando está muito bom. Grito se está muuuito bom e forte. E tenho esses orgasmos malucos.
Tem esse raro e maravilhoso do choro. Parece algo místico, espiritual. 
Tem o com formigamento, onde pode formigar qualquer parte do corpo ou quase o corpo todo. Formigam as mãos até perder o movimento. Elas se travam, contorcidas, parece um ataque epilético. Formiga o rosto. A cabeça. É muito louco. 
Tem o com riso. Rio um pouco de prazer por estar muito bom. Esse deixa os caras putos. Às vezes até brocham.
Tem o desmaio. Tem as ondas de calor que correm o corpo todo a partir do ventre. E tem a explosão que acho que só acontece se o estímulo for 100% no clitóris.

O que o álcool pode causar quando se toma remédios psiquiátricos

Quando vi o Sr I pela segunda vez, o efeito dos olhos dele já havia passado. Mas fui embora com o coração muito apertado e segurando a vontade de chorar.
Será amor? Carência não pode ser porque se não teria sentido algo assim com os outros. .. Será perda do efeito da sertralina? Porque eu tomei dois chops com ele à noite.
Ele parecia muito calmo. Usei as técnicas de meditação para me acalmar e não chorar no carro. Quando virei as costas no aeroporto chorei até. Fiquei uns minutos soluçando no banheiro. E embarquei para Curitiba, para passear com o Sr. C.

No outro encontro com ele vi que não era nada disso. Minha amiga tinha razão: puro sintoma bipolar. Imagine, apaixonada por um cara com o qual nem havia gozado.
Olha o perigo. E se ele estivesse descabeciado? Me pedia em namoro e estávamos fudidos por alguns anos.
Deus me livre!

E finalmente Sr H2 igual ao Sr F3!

Não sei o que está acontecendo. Preciso de uma explicação. Apareceram caras muito semelhantes aos meus exs. A cada um deles. É muita coincidência.
Fui ao cinema com o Sr. H2. Músico. Estudante de direito. Sério. Formal. Cortês. Ficou o filme tooodo quietinho. Nem pegou na minha mão!! Me levou até a porta de casa e se despediu.
- Você vai mesmo me deixar entrar sem me dar nem um beijo?
Aí ele beijou. Falou que é tímido. O beijo até bom. Cheio de expectativa né. Afinal, fiquei o filme todo sentindo o perfume dele e imaginando que hora ele iria me beijar. Fiquei muito excitada. Homens difíceis né, sempre viram minha cabeça. Viram obsessão.
O problema é que dias depois não pude vê-lo novamente. Sem tempo e dando prioridade aos outros bofes. Daí acho que ele está ressentido comigo. Esses homens não têm jeito. Se você não age como se quisesse namorar eles logo ficam frios com você. E se você quer namorar, eles fogem. Não é assim? Talvez eu precise fingir que quero namorar. Esse Sr. H2, por exemplo, acho que não consigo mais levar pra cama. Mas se ele é tão parecido assim com meu último namorado não vou perder muita coisa, porque ele era broxa 70% do tempo.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Quando se namora um bipolar - Fim do Sr. H1

O mais traumatizante de se relacionar com um bipolar é que num dia ele te quer muito, muito mesmo. E no outro não te quer mais.
Eu vivi isso com o Sr. R e recentemente com o Sr. H. Muito triste. Você não consegue ajudar a pessoa. A única coisa a se fazer é se afastar.
Ele é pior, não quer se tratar, acha que não precisa de psiquiatra.
Brigou comigo porque não quero ser crente (acredita?). Vira e mexe aparece deprimido me pedindo pra ir vê-lo nas horas mais impróprias.
Acabou acabando. Primeiro por ele. E depois por mim. Bloqueei. E as amigas acharam muito louco, um namoro que durou uma semana. Só uma bipolar mesmo. kkk

Sr: D - (cotoco) vem ver como o rico vive!

Esse causo tem dois cotocos.
O gordo na casa do qual descrevi O Projeto JK, era o Sr D.
Foi o ponto onde a aventura tomou forma mesmo. Até então, o cara anterior, Sr H, era encarado com sentimento e possibilidade de relacionamento sério.
Sr D, cotoco (acho que nunca tinha visto um pinto tão curto), é um empresário aqui da cidade, self made men. Gordinho, bati o olho e pensei: não pego! Mas simpático, olhos verdes, educado.
Eu o conheci quando sai com duas amigas. Fomos justamente ao estabelecimento dele. Elas simpatizaram. Depois antipatizaram porque ele não saia de perto da gente mais. Uma das meninas puxou conversa com o pessoal de outra mesa. Um dos caras tinha o braço amputado e o bordado no boné: cotoco. Foram falando os apelidos: o lorinho bonito que ela queria, mas ficava dando em cima de mim, tinha o apelido de gringo. O deficiente, cotoco. E para o terceiro, muito quieto e feio, a menina doida falou: seu apelido vai ser Gostoso! Que vergonha. Como se não bastasse, virou para o deficiente: Mas aqui, por que cotoco?? kkk.
Resumindo, sugeri à minha amiga que está na sofrência que o pegasse (Sr. D e não o cotoco). Ela se ofendeu. E eu comprei a briga. Ele não é um homem de se jogar fora! E decidi provar.
Nesse espírito de aposta sai com ele. Fomos numa balada na capital. TOP. Ficamos no camarote open bar. Ele me levou numa mercedes linda. Toda a casa de shows ficou de olho em nós, me invejando e cobiçando-o. Me senti uma rainha! Kkkk.
Nem imaginava que a experiência teria esse viez. Status social realmente mexe com o nosso ego de forma substancial. Mas nunca fui ligada nisso. A opinião alhei não me interessa.
Melhor ainda foi que não precisei contar às meninas. Ele próprio fez questão de tirar fotos na hora e mandar pra elas. Kkk
Mas tem a parte ruim né, também em resumo: a barriga e o ego dele. Tinha o rei na barriga, isso explica o tamanho dela. rs

Sr J: primeiro lance depois do término

Estou vendo que o pobre Sr. J não recebeu nem uma notinha aqui. É um amigo de uma querida amiga, que dizia que ele é pegador, dança demais, é animado... e que queria ficar comigo. Eu não estava perdendo nada mesmo... Acabamos nos encontrando no aniversário de uma amiga deles. Conversamos a noite toda. Ele é muito agradável. Limitado, mas simpático. Não é bonito. O corpo em forma e o rosto marcado. Na hora de embora me acompanhou até o carro. E me beijou. A ponta da língua dele percorria leeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeentamente a minha boca. E o minuto foi infinito. Eu não consegui "consertar" o beijo. Sabe quando você força a boca da pessoa a assumir outro comportamento para não ficar tão ruim? Não tinha jeito. Ele não usava os lábios e não esfregava a língua na minha. Que coisa decepcionante e sem graça. Isso acabou me empurrando para o encontro com o Sr. H né, imagina o desespero. rs
O primeiro "lance" depois de um término costuma ser ruim. Nesse caso não foi por saudade de ex e sim por falha técnica mesmo.

Sr P igual ao Sr F Primeiro

Foram tantas coincidências... pirei.
O Sr. P é a cara do meu primeiro namorado. Tem os mesmos interesses. O mesmo jeito apaixonado.
Mas o que mais me assustou foi quando fui ao banheiro. Lavando as mãos olhei o anel que eu usava. E era o anel que meu ex havia me dado... um anel que eu nunca usava. 
Ele tem um furo no queixo igual ao F1. E me envolveu direitinho.
Me chamou para passar na casa dele depois do restaurante. Com aquele velho papo de "não vamos fazer nada". Tenho até pena dos caras ficarem com esse papinho pra cima de mim. Eles nem imaginam onde estão se metendo. Eu que estou disposta a tudo. Se eu tiver vontade vou mesmo para a cama na primeira vez. Cortei esse tabu. Ainda mais que essa era uma recomendação para quem queria um relacionamento sério.
Enfim, é óbvio que chegamos ao ponto final. Ponto G aliás. Ele me apresentou uma técnica muito interessante. Eu já havia lido sobre ela por aí, mas ninguém tinha feito em mim ainda. Consiste em introduzir o dedo na vagina e (acredito, ele não quis confirmar) fazer um movimento de "vem cá", o que estimula o ponto no fundo em direção ao monte de vênus. Dá um super efeito. 
Mas mesmo assim, não gozei. Muito estranho. Só pode ser psicológico.
Eu fiz vários rascunhos aqui, porque estava saindo tanto que não tinha tempo de escrever. Agora estou organizando e fiz uma lista:
1- Sr. J - papo bom e beijo ruim
2- Sr. H - bipolar
3- Sr. D - cotoco/rico
4- Sr. I - incrível pequeno
5- Sr. R (novo) - homem com H
6- Sr. C - negão bem dotado
7- Sr. P - réplica do Sr. F1 (primeiro namorado)

Falta contar muita coisa...