sábado, 26 de dezembro de 2015

Teoria

Já tenho uma nova teoria. O tesão vem da aparência da pessoa. E o estar à vontade do papo bom.
Parece óbvio. Mas. ..

Sr C - o bem dotado - lembrança do F2.

Sabe o que eu acho? Eu não estou maníaca. Estou normal. Meu normal é esse. Animada. Com tesão.
Eu vou ter que confessar uma coisa é pra mim mesma. Eu acho que eu sou ninfomaníaca sim. Eu quero sexo todo dia e estou nem aí.
Estou me sentindo sozinha, sem poder contar as coisas pra ninguém. Eu não posso contar para minhas amigas quantos encontros estou tendo por semana - quase todo dia. A maioria das vezes é primeiro encontro e daí não tem sexo. Mas mesmo assim. Elas não vão aceitar isso. É muita loucura. Mas pra mim é bom. É o que eu sempre quis.
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer...
Também não posso contar para minha mãe que às vezes rola sexo. Ela acha que é sempre só beijo. Está difícil.
Eu também confesso que estou compulsiva com os encontros. Eu passo a maior parte do tempo paquerando nos apps de relacionamento. E conversando papos ótimos com os caras. Essas conversas são melhores ainda pessoalmente. Se bate uma química fica irresistível.
Hoje sai com o Sr. C. Um negão gostoso demais. Bati o olho na foto e pirei. Não me apaixonei não. A pele dele é linda demais, uniforme.
E o p* era de negão mesmo! Grosso e mais comprido que a média. Perfeito.
Mas o mais incrível foi que ele me deixou muito à vontade. Isso é muito difícil. Ainda mais que era a primeira vez. Ele é muito agradável. Muito cheiroso. E ele grita na hora que goza. Achei o máximo! rs
Eu não gozei não. Estava muito bom, mas gozar aí já seria pedir demais, acho.
Eu me senti ótima, como se ele fosse meu melhor amigo!
Me lembrou muito meu segundo namorado Sr. F2. Negão. Sério. Bonzinho. 
E tive outra ideia. Eu vi uma garçonete sapatona e lembrei que na verdade eu sou bi. Há muito tempo não fico com mulher. E resolvi que preciso paquerar elas também. Dai baixei os app de paquera lésbica. Mas é uma dificuldade. .. São ruins. Tem pouca mulher. A maioria são sapatonas, masculinas e eu gosto das lady como eu. E elas não dão papo. Não sei se vou conhecer alguma. Pensei até em sair do armário e me assumir bi. Mas não posso. Queimaria meu filme com ambos os sexos. Nem gays e nem heteros aceitam os bi. Eles acham que é coisa de gente mal resolvida.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O novo Sr. R - Homem com H

Então, hoje, pela não me lembro que vez na semana, eu tive um date. Um date por dia. Parece uma loucura mesmo. Concordo com você. Estou adorando. Por que não fiz isso antes?
Cada conversa interessante! Cada beijo diferente. São os melhores dias da minha vida.
Hoje teve o novo Sr. R. Malhado. Só uns poucos anos mais velho. Moreno. A pele do rosto marcada, como aquele ator...


Humberto Martins. Não acho esse ator bonito não. Também tinha uma barba rala e áspera de macho selvagem. Um olhar sereno e bom. Tipo o Humberto mesmo. Uma voz máscula. Top.
Mas o que o Sr. R novo não tinha de pele bonita, tinha de papo. E de inteligência. Maturidade. Romantismo. Ele abre a porta do carro. Coisa que não via mais desde que meu namoro acabou...... Foi um encontro ótimo também. Almoço +  Passeio romântico. De início achei a boca dele meio rígida demais. Depois pegamos o jeito e foi ficando muito bom aquele beijo diferente. O final é que foi top. Passei a mão no tórax dele e vi que é do jeito que eu gosto... com o peito beeem delineado. Ai, morri! kkkkk

Retomando a lista:
1- Sr. H: bipolar. 
2- Sr. D: cotoco.
3- Sr. I: Incrível
4- Sr. R: homem com h

Então. Tenho várias possibilidades para a lista. Mas as festas de fim de ano vão atrapalhar. Talvez no reveillon na praia eu acrescente algum...

O incrível Sr. I

Preciso contar para alguém se não vou explodir.
Eu acabei de me apaixonar. Pirei no cara!
Que loucura. Não estou conseguindo verbalizar.
Acho que estou muito maníaca.
Cheguei hoje na hora do almoço do passeio com o Sr D. E agora a noite acabei confirmando o encontro com o Sr I. I!!!!
Eu estava achando que ele era um cara normal. Um pouco mais baixo que eu. Mas bati os olhos nos grandes e magnificos olhos verdes dele (de repente todos que aparecem tem olhos verdes).
Pausa para os olhos verdes!!!
1- Sr H: verde folha
2- Sr D: verde mel
3- Sr I: verde gato! Verde brilhante. Verde vida. Verde.

Lembrei da trilha sonora de I love Paraisópolis:
Aqueles olhos, aqueles olhos
Aqueles olhos que refletem luz no meu coração

E eu pirei. Olhei a boca dele um pouco carnudinha... e pensei: meu deus, não vou conseguir esperar a gente conversar pra poder beijar ele!
Que obsessão. Tem muito detalhe...
Quero muito transar com ele. Fiquei com vontade de dizer: te amo. Vontade louca de morder cada centímetro do corpo dele. Esse sentimento não pode ser normal. Se ele colocasse o p* pra fora (coisa que eu odeio e quando se sai com um homem abusado é o que ele mais quer fazer) eu juro que chupava e gozava só de fazer isso. Com devoção. Como se fosse um sacramento.
Ficar maníaca é muito gostoso.
Mas quando finalmente ele me beijou, ele tremia, e o beijo foi desajeitado. Eu naquela vontade tão desesperada e ele meio esquivo. Ai eu fiquei desesperada: será que ele não sabe beijar? Vou ter que ensinar? Deus me ajude.
Depois ele se soltou. Acho que foi porque não consegui ficar calada e contei que estava querendo beijar desde o primeiro olhar.
Ai minha santa! Ele segurou meu cabelo atrás da cabeça meio forte. E me beijou tão gostoso. Eu quase gozei. Fiquei muito molhada. Cheguei em casa molhada.
Quando paramos falei: morri. 

Quase maníaca: O Projeto

Tenho um novo projeto, que espero que não se acabe no primeiro obstáculo.
Vou até homenagear JK, dando o nome de 50 anos em 5. O objetivo é recuperar o tempo sexual perdido.
Agora que estou aqui escrevendo de manhã na casa de um cara que eu mal conheço parece absurdo. Mas anteontem fazia todo sentido.
Essa ocasião foi também uma aposta para provar para uma amiga que ela estava errada.
Tenho que confessar que ela tinha alguma razão, visto que o cara é gordo, tem o p* curto demais e é um pouco chato - mala mesmo.
Mas no geral foi aproveitável.
A lista está aberta!
1- Sr. H: bipolar.
2- Sr. D: cotoco.
Vou contar com o maluco da semana passada. E ir dando uma palavra chave para ajudar a memória depois.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

10 novas regras para a paquera em tempos de app e whats app

Novas diretrizes para paquera 2016

1- Só passar o whats app se o cara pedir - eu passava logo, por preguiça de ficar conversando por outros meios.

2- Se não for gentil ou não seguir com o papo em 24hrs, bloquear.

3- Não desbloquear mais - não tem importância acumular bloqueados.

4- Não aceitar marcar encontro sem conversar direito antes - mesmo se for só para sexo.

5- No encontro sentar de frente, não permitir beijo que na verdade eu não estava muito a fim.

6- Se o beijo não for bom, ou o papo, falar que estou com dor de cabeça e pedir para ir embora logo.

7- Se demorar a procurar depois do encontro - não mandar nem mensagem em 24hrs - bloquear também.

8- Ainda não sei quantos encontros precisa antes de ir pra cama. Vou estudar primeiro. Na prática é claro. Imagino que uns 3 né?

9- Absolutamente jamais aceitar pedido de namoro antes de testar na cama. Nem se for o Johnny Depp.

10- Tudo bem não gozar na primeira vez. Mas se não sentir quase nada ou ficar pouco a vontade, fique fria. O problema não é com você. Quando chegar em casa: bloqueia.

A verdade do corpo

Sr H é uma bomba relógio. Graças a Deus acabou.
Um aprendizado ficou. Quando não conseguimos ficar a vontade na cama com alguém, nem sempre o problema é conosco. Acredito até que o problema seja realmente a situação. Que aquele descompasso ou desconforto seja uma forma de sinalizar que há algo de errado. Uma proteção mesmo contra um envolvimento nocivo. Não é cisma não. Nosso corpo é muito mais sábio que nossa mente. Essa é a verdade.
Aquela pretensão de que o corpo está errado, que é só um trauma besta, e que é preciso superar está errado.
Por isso não fiquei a vontade com o Sr H. Óbvio. Meu corpo me protegeu. Espero que continue me protegendo.
Também a última vez que tentei ficar com o Sr. F não senti nada. Ele teve ereção. Mas não senti nada. Assim como muitas vezes ocorreu com o Sr. R e outros. Sempre me culpei. Nunca entendi. Minha mente queria. Mas meu corpo obedecia ao inconsciente.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sr H = Sr R - Um bipolar charmoso

O sr. H, meu digníssimo novo namorado é muito muito muito semelhante ao ex, sr. R.
O último sr. F - que deus o tenha- não me faz falta nenhuma. Quando o namoro acabou me veio a tentação de mandar um email para o sr. R, isso sim. E mandei. Mas ele não respondeu.
Agora o sr. H é uma versão melhorada do sr. R. Parece mais centrado. Acho que o grupo do NA o ajuda a ter mais equilíbrio. Ele fala comigo o que incomoda. Sabe conversar.
Estou ansiosa para não cometer os mesmos erros que cometi com o sr. R. Desesperada. Não posso perder esse homem de novo. No meu inconsciente os dois são a mesma pessoa. Até sonhei essa noite que o sr. R terminava comigo.
Os dois tem o mesmo jeito de falar. De olhar. De sorrir. E a bipolaridade que dá um charme enorme.
E pude confirmar mais uma vez a tese do dedo grosso. Os dedos dele são gordinhos. A palma larga. O pinto é maravilhosamente grosso. Sem exagero. Não machuca. É perfeito. Estou encantada.

Namorando o Sr H

Estou pagando língua, como dizem. Jurei, jurei, jurei que não iria mais me relacionar com homens doidos. Que escolheria outro tipo de homem. Não consegui.
Anteontem ele estava bem mal. Momento problemas/depressão. Para anima-lo falei que iria com ele na próxima reunião aberta do Narcóticos Anônimos.
Então, ele não é só bipolar. É ex usuário. Está limpo há 4 anos. Ele me contou isso quando eu estava muito deprimida. E eu pensei: pelo menos você viveu. E eu? #vontade de morrer.
Bom. Eu me abri e falei que sou bipolar e tal. E ele disse que também tinha alterações de humor. Que sabia bem como é. Acho que foi aí que comecei a gostar mais dele ainda.
Mas não é só isso. Aí ele disse que já foi casado. E que teve dois filhos nesse casamento. E depois teve mais uma filha com uma namorada. Ouvi tudo achando demais. Que homem complicado.
Então, anteontem acabamos não entrando no NA. Ficamos passeando e beijando, beijando, beijando... Nossa, voltei pra casa muito molhada.
E tem mais. Ele tem várias tatuagens, coisa que nunca gostei. Usa brinco. E não parou de fumar totalmente (cigarro comum).
Daí ele ficou me pedindo em namoro. E eu só pensando: não! Que pavor. Até acordei no dia seguinte com o braço formigando, tendo tipo um ataque de pânico. Tenho certeza que era medo de me envolver.
Mas ele me ligava e falava sério comigo de um jeito irresistível. Eu mal conseguia ouvir. Ficava viajando na voz dele. Quando ele fala sério é muito sexy.
Numa dessas, ontem eu falei do nada interrompendo: você ainda quer namorar comigo?
Ele perdeu a fala. E ficou muito feliz. Ele é muito carinhoso.
Desde ontem estamos namorando.
É assim que acabei correndo para o que eu mais queria evitar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Indícios de bipolaridade

"Ano passado eu fiz um teste de personalidade que ficou no meio: eu era considerada ambivertida, normal. No final do ano refiz e o resultado foi 10 pontos para extrovertida e 20 pontos para introvertida: considerada introvertida. E agora eu refiz o teste e deu 10 pontos para introvertida e 20 para extrovertida: hoje sou extrovertida! Estou chocada."
"Essas mudanças de humor súbitas estão sempre me acontecendo. Gostaria de ter um humor mais estável. "
Eu em Outubro de 2003.
O que choca é a repetição de palavras. O resto é prova da bipolaridade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Paquera - Sr. H

Ainda bem que já passou minha fase de ficar analisando e chorando por causa do relacionamento perdido. Estou paquerando.
Na verdade me surpreendeu o prazer da liberdade. Dessa vez está sendo muito mais nítido. Antes a libertação do término era sobrepujada pela revolta. Por uma vontade de me vingar - às vezes até de mim.
Eu até sai pra dançar. Foi um momento de coroação. Eu mudei muito. Só pode ser por causa da medicação. As coisas doem, mas não me matam mais.
Jurei pra mim que não vou mais viver o mesmo tipo de relacionamento que já tive. Não vou mais escolher o mesmo tipo de homem. Para isso arrumei a psicóloga.
Ela é um amor. Vamos chamá-la de Dra. J. Ela é muito bem humorada. Engraçadinha. Mas também fala sério.
Falou que não precisa isso de ficar sozinha cuidando do jardim. Tem mais é que se divertir. Sair. Falou que eu pareço muito sozinha. E é verdade. Eu converso muito mais com meu papagaio, rs.
Eu conheci num aplicativo de celular um cara que está mexendo comigo. Mas ele é bipolar também (!!!). Eu sei, alerta vermelho! Ele é tão legal. É tão bom conversar com ele. E tenho tanta vontade de estar perto, beijar... Ele é muito sedutor.
Estava decidida a não me envolver com ele. Mas estou tentada demais. Queria ir pra cama com ele nem que fosse só uma vez. Pra não misturar, vamos chamá-lo Sr. H.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Indícios 2

Sinais claros de depressão numa carta de setembro de 2003:
"Às vezes há tanto o que fazer que eu não consigo ter força pra fazer nem o essencial.
Parece que tá tudo errado, com problema pra todo lado. E eu me sinto tão desanimada.
Agora vejo que preciso de um psicólogo. O desânimo é tanto que eu tenho vontade de vomitar e chorar ao mesmo tempo."

"Algo, talvez o destino, ou meu corpo, é que controla meu humor, sentimentos e pensamentos. É tudo tão inexplicável. "
Uma definição perfeita da bipolaridade.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Literatura como vício

"Mais saudade tenho dos tempos em que qualquer livro me divertia, todos os livros eram bons. Livros são como drogas, a cada dose a gente fica mais exigente querendo sempre mais. Se vc usa a mesma quantidade não sente nada. E viciam, como viciam. A gente começa a fazer de tudo para conseguir uma dose mais forte. Ultimamente tenho achado todos os livros tão fraquinhos."
Eu em Janeiro de 2003.

Sobre FI - mulher mandona = mãe

Jogando umas cartas fora olhe o que achei:
"Às vezes eu tenho vontade de tratar FI como se ele fosse meu garotinho, colocando ele no colo e passando por cima de tudo pra conservar a paz dele." 2004
Eu era mãe dele e não sabia! :-O

Culpa

Não estou bem. Estou sentindo muita culpa. Uma culpa absurda. Como se eu fosse responsável por tudo de ruim.
Eu chorei mais de culpa por não ter visitado mais minha vó do que propriamente pela sua morte.
Assim como estou sofrendo mais pela sensação de culpa do que aconteceu nesse relacionamento com o FIII do que propriamente pelo fim.

sábado, 21 de novembro de 2015

Ficar só

Eu quero ficar só
Mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto
Mas sozinho só não é possível
(Amor Maior - Jota Quest)

Eu estou num sentimento muito dúbio. Por um lado me sinto bem sozinha. Por outro não.
Eu gostaria de estar com alguém. Mas também sinto que estar com alguém é cansativo. É demais. Se relacionar gasta muita energia.
Dá trabalho. Tem que conhecer. Ouvir. Se interessar. Se abrir. Se envolver. Se permitir. Apostar. Acreditar. Compreender. Aceitar. Dialogar.
É um desgaste enorme. Eu estou cansada. Não sei se é a depressão que tira a energia. ..
Também fiz besteira hoje. Tomei café com cafeína e notei que passei a tarde eufórica. Depois não resisti e tomei uma cerveja no fim da tarde. Deve ser por isso que estou meio deprimida. Ser bipolar é isso. Você acha que o sentimento é seu. Você acredita nele. Mas quando analisa bem, vê que é só influência do humor.
Li freneticamente hoje à tarde. Como sempre acontece, quando estou agitada. Qualquer coisa que esteja me interessando me faz ler numa velocidade... Fico cheia de ideias. Tudo faz sentido. Um sentido enorme. Tudo se encaixa no universo.
É até engraçado, mas uma coisa que fez todo sentido foi aquela música da deusa:
"Como uma deusa
Você me mantém
E as coisas que você me diz
Me levam além
Tão perto das lendas,
Tão longe do fim
A fim de dividir
No fundo do prazer
O amor e o poder" (Rosana)

Preste atenção nos últimos versos. Dividir o amor e o poder. Significa um relacionamento democrático.

Eu li várias matérias sobre mulheres de personalidade dominadora. Guardei esse link:

http://www.bolsademulher.com/sexo/mulheres-fortes-fazem-menos-sexo

Achei chocante que exista até pesquisa confirmando que as mulheres assim tem menos vida sexual.
Eu pensei  no meu comportamento. Em como sempre tomo iniciativas demais. Acabo me envolvendo com homens que obviamente não tem iniciativa nenhuma.

Mulher mandona

A psicóloga perguntou: sua mãe manda no seu pai?
Tenta... Mas meu pai sempre grita: você não é minha mãe!
Ai eu me lembrei do lado dominadora que acaba entrando em ação diante de um homem difícil. Tentativa de assumir o controle.
Realmente. Meus relacionamentos sempre foram do tipo em que eu escolhia as programações. Eles deixavam... Não faziam questão de escolher.
Sou uma mulher mandona. Agora vou ter que reconhecer.
É só isso (tudo) que tenho que mudar?

Não sou religiosa. Mas uma coisa que percebi é que aqueles mandamentos divinos têm sempre um fundo de lógica. Tinha um que era sobre enterrar os mortos. Questão de higiene. Circuncisão: questão de saúde. Por aí vai.
Daí veja o texto sobre relacionamento desse blog:
http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.sobrerelacionamento.com/2012/05/o-homem-precisa-ser-o-lider-do.html?m%3D1&ei=dc9Kc02R&lc=pt-BR&s=1&m=236&ts=1448101439&sig=ALL1Aj47vCsILcQhBbXIvVEmFfZ28iy8vg.

Então, o que há detrás de um homem difícil é um passivo?
Bem que esse visual que eu gosto lembra bem um filhinho da mamãe: cabelo certinho, óculos, sapato social.
Falei que eu devia já ter lido Foucault. Tudo termina nessa história de poder.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Repensando os homens difíceis

Ao falar sobre homens difíceis com a psicóloga, ela já pontuou duas coisas: se gosto de desfios e se sou dominadora. Eu já tinha dito isso na postagem sobre Homens reservados.
Deve ser por aí mesmo.

Fim do Sr. F III

A minha vida até hoje foi cheia de F's. Primeiro namorado: F I, depressivo. Segundo: F II, depressivo. E o terceiro, o atual, idem.
Eu decidi procurar uma terapia para me ajudar a não escolher mais o mesmo tipo de homem.
Sempre pensei que F fosse minha letra da sorte. Mas vejo que na verdade não me trouxe nada de bom.
Eu quero me livrar basicamente dessa atração por homens difíceis. Já falei muito disso aqui.
A psicóloga falou coisas estranhas. Que eu pareço muito deprimida. Imagina! Eu nem penso em morte mais. Falou que busco meu perfil. Homens deprimidos. Deve ser um chute né? Depois ela vai me conhecer melhor.
Eu gostei dela. Vou voltar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Relendo meu passado num post

Li por coincidência uma postagem em que contava da minha alegria com meu ex F, com o qual estava quase completando 3 anos de namoro.
Estou exatamente na mesma situação. Meu namoro estava me dando uma sensação de segurança. Quase completando 3 anos. E acabou.
Estranho não passar dos 3 anos. Os psiquiatras nos perguntaram juntos e separados várias vezes: há quanto tempo vocês namoram? Talvez fosse uma pesquisa para tentar determinar por quanto tempo pode durar o relacionamento de duas pessoas com transtorno do humor.
Mas agora estou esperançosa. Se os remédios me mudaram tanto. Mudaram meus pensamentos, sentimentos, interesses. Então também vão mudar as minhas escolhas. E eu não vou mais me sentir atraída por um Homem Difícil.

Equilíbrio emocional

Estou impressionada com a mudança que Sertralina e Lamotrigina estão fazendo em mim. Descobri que nunca na minha vida eu havia conhecido o que é ter algum equilíbrio emocional.
Só quem viveu assim pode entender. Acho que é como nascer cego. E depois aos 30 anos ver a luz pela primeira vez.
E olha que estou só no início do tratamento. Ainda meio eufórica, às vezes um pouco deprimida. Mas absurdamente diferente.
Certas coisas perderam muito a importância pra mim. Quando você passa por certas experiências tudo muda.
Hoje saiu o resultado da prova do doutorado. E eu não passei; de novo. Segunda vez.
Ai se fosse antes... por causa da reprovação que tive no primeiro exame de direção eu chorei o dia todo. Jurei que nunca mais ia tentar dirigir. Me senti um lixo. Um monstro. Eu nunca soube que aquilo era um exagero.
Estou muito contente de ter descoberto que sou bipolar.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Postagens perdidas

Duas vezes escrevi postagens enormes, cheias de citações e etc. Parava um pouco para ver uma mensagem no whats app e quando voltei tinha perdido tudo!
Uma era sobre uma mulher que estava mexendo comigo. Outra era sobre minhas pesquisas sobre o transtorno bipolar.
Não há tempo para reflexão no mundo dos aplicativos.

Leituras

Leituras que fazem levantar a cabeça
Sonhos que fazem perder o sono
Amores que fazem perder a cabeça

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ciclagem ultradiana

Apesar do psiquiatra dizer que as categorias de doenças não servirem para a prática clínica e não querer confirmar nada, o que posso deduzir é que sou bipolar. Não só bipolar, mas de um tipo mais estranho. Não é o tipo que tem um episódio de mania por ano. Não é do tipo que tem umas quatro mudanças por ano. Não é do tipo que muda de humor por dias ou na mesma semana. Sou do tipo que muda no mesmo dia: ultradiana.
Sempre fui assim e nunca estranhei. Sempre atribui as mudanças ao mito da feminilidade. Aqui no interior se diz que "cabeça de mulher é igual barriga de égua".
Qualquer expansividade extra era atribuida à minha personalidade excêntrica. Sempre lidei bem com isso.
Na adolescência era famosa por minhas crises de riso ao tomar Coca Cola. Estapear garotos insolentes. Gritar e chorar por motivos variados. Ser indecisa. Volúvel. Anti social. Trocando o dia pela noite.  Mas sempre normal.
Agora essa. Por causa de sintomas de ansiedade chego a esse tratamento com antidepressivo e moderador de humor. E pelo parentesco com minha mãe a grande possibilidade de ser bipolar.

Do desespero

Só não há mesmo remédio é para a morte.
Se a vida é o presente que vivemos, porque nos abater pelo amanhã? Ou pelo ontem?
A vida é cada momento. A vida é cada copo de água fresca. Cada taça de vinho. E cada dose de remédio que tomamos.
Cada distração. Cada raciocínio. cada ideia.
Para tudo há solução. Apesar do nosso desespero ou êxtase - o mundo não acaba. A gente pensa que não vai aguentar. Mas aguenta sim. A dor. A vergonha. A catástrofe. A crise.
Somente a morte é definitiva. Mas depois da morte vamos nos preocupar com o que?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Escolhas

Estive pensando em minhas escolhas. Esses namorados, todos doidos, que tive, são por causa da minha mãe?
Tenho escrito postagens curtas para não me envolver demais. Do contrário começo a sentir sintomas de ansiedade.
O livro de meditação diz que é preciso sentir o medo. Encarar. E deixar ele passar. Não é preciso fazer nada.
Eu tenho medo de que? De morrer ou de viver? Segundo a música de Renato Russo, o último é foda e o outro difícil. Não vou fazer um filme. Faço no máximo um texto.
Eu não sabia que viver podia ser tão difícil. Difícil de viver hora por hora.
De repente hoje me lembrei: e as pequenas belezas da vida? Isso tinha me ajudado ano passado. Nem sei por onde anda meu manual de sobrevivência que havia sintetizado na primeira crise.
Esse era o ano em que eu iria me restabelecer. E a vida passou por cima de mim. A vida ou a morte.
Será que daqui a anos vou estar do mesmo jeito? No mesmo lugar?

terça-feira, 7 de julho de 2015

Uma segunda opinião

Depois de muito sofrimento fui em outro psiquiatra.
Ele me explicou que a queatipina pode ser usada sim em tratamento de ansiedade. E que a dose para esquizofrenia, por exemplo, é bem maior. E que como parente em primeiro grau de bipolar tenho grande probabilidade de apresentar a doença também. Mas não agora. Agora é só ansiedade.
Só ansiedade? Essa ansiedade está me consumindo. A sertralina aumenta os sintomas - diz que é normal no período de adaptação. Estou sentindo coisas que nem nos meus piores momentos eu senti.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Relendo - Quetiapina

Reler a postagem do surto 1 me gelou. E se isso é um indício de que o psiquiatra está certo?
Até quando estarei em contato com a realidade? E se isso acabar? Como é isso? Como é ficar naquele estado em que a pessoa emite sons ininteligíveis?
E quando as palavras não estiverem mais comigo? Meu braço começou a ficar dolorido só de lembrar daquele dia. De pensar que não sou tão neurótica assim. Sempre pensamos que somos o bom neurótico.
Isso doi muito.
Preciso, como disse minha gerente, buscar uma segunda opinião. Mas eu tenho medo.
Ele me receitou quetiapina. Jogue no google e leia.

Eu esquizofrênica.

Venho me confessar.
Uma tia falou para meu pai se confessar com um padre especial da cura e rezar.
Mais do que nunca, aconteceu muita coisa. Os fatos não são nada.
Muitas coisas inacreditáveis.
Mas como sempre o que mais me faz voltar aqui é a minha vida sexual mal resolvida.
Segunda vez que não sinto nada. Corpo anestesiado. O que terá acontecido? O que isso significa?
Vou enumerar
1 Minha vó teve um avc
2 Minha mãe entrou em episódio de mania
3 Minha irmã virou um bicho
4 Minha vó morreu
5 Minha mãe surtou
Agora ela está fazendo o tratamento para transtorno bipolar mesmo. Não está mais tomando apenas antidepressivo.
Eu estou lidando com sintomas tipo de síndrome do pânico. Sinto formigamento no braço esquerdo. Peso no coração. Taquicardia. Tontura.
Fui ao psiquiatra. O mesmo da minha mãe. Ele confundiu tudo. Me passou um antipsicotico. Talvez apostando que também sou bipolar.
Passei o dia dopada. Fazendo meu trabalho com muita dificuldade. Liguei pra ele. Ele falou que podia parar com o medicamento então. Por que você fez isso comigo? - É um dos medicamentos mais modernos que há.
Tive que cancelar as aulas da noite. Fiquei arrasada. Com tantos problemas esse maluco ainda me botar a dúvida de ser psicótica.
Acho que o braço formigando foi interpretado como um delírio de que uma parte do corpo não está funcionando. Tipo a orelha de Van Gogh. É até engraçado.
Mas eu questionei demais meus colegas de trabalho e amigos se já me viram delirando. A bula diz esquizofrenia. Como um esquizofrênico poderia ter dois empregos? Namorado.
Há quanto tempo você namora? - Dois anos e meio.
Será que isso é um delírio?
Mexeu muito com minha auto estima. Pensei em processar esse médico. Mas tenho medo. Ele pode argumentar e provar que eu sou psicótica.
Nem pude contar para meus pais. Minha mãe usaria isso como pretexto pra largar o tratamento. E meu pai ficaria mais descrente. Ele não cansa de falar que é o espírito da mãe dele que está em mãe.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Surto número: 2

            Temos que admitir.  Freud tinha razão.
            A filosofia de vida inspiradamente budista de Richard Carlson me proporcionou momentos de paz e autocontrole. Mas também me lançou ao inferno em questão de poucas semanas.
            Estou aqui para me abrir, sem longos caminhos da ficção à confissão, como Graciliano. Mas nem aqui quero ver explorada toda a podridão que me assombra.
            Topei um dia desses com um problema familiar doloroso. Decidi não pensar mais no assunto, nem contar a ninguém, para não deixar que aquilo crescesse, nem incomodasse mais ninguém. Assim obtive minha paz instantânea.
            Custou caro demais. Logo fui surpreendida por pesadelos. E hoje por um descontrole emocional assustador. Senti uma raiva tão grande, que literalmente tentei arrancar meus cabelos.
            A questão familiar em si parece enterrada. Mas questões tangíveis foram abaladas. Coisas que guardei com muito custo. Com muito tempo.
            O recalque, e a repressão, vão nos cobrar tudo. É só uma questão de tempo.
            Estou sozinha. Não conto com a compreensão de ninguém. Só tenho amigas mal amadas que acham que sou muito feliz, só porque estou sempre me debatendo em algum relacionamento sério. E dessa vez estou pior, porque passei tempo demais na Disney de Richard Carlson.
            Essa filosofia de vida resolve o mau humor, a insônia, quase todos os males. Mas Carlson não tem nenhum plano B contra o inconsciente. Talvez ele resolva as coisas com delírios. Eu não sei o que vou fazer. Meus sintomas são horríveis. Mas não tenho como ficar surtando. Mesmo que eu tivesse dinheiro para começar uma análise, não tenho quem me indique um analista e demoraria tempo para obter algum resultado. Não tenho boa experiência com psicólogos. Nem com psiquiatras.
            Hoje vou dormir tarde. Nada como correr para os sintomas depois de um surto.

            O que estou pensando aqui – basta de controlar a mente né – é que ele não me ama – será mais um sintoma? As coisas que ele me disse. Eu nunca sei quando pular fora. Acusou-me de louca. Imagine ele, depressivo e broxa, me cobrar alguma coisa. Depois ele sempre tem a desculpa de que na hora da raiva vale tudo. Dizemos o que não queremos. Eu estava muito nervosa, nem por isso falei que ele é broxa. 

Surto número: 1

Tenho uma epifania para contar. É de algumas semanas atrás...
            Saí à noite para dançar com umas amigas, aproveitando que meu namorado viajou. Queria aproveitar o início da balada, que tinha música eletrônica, porque as atrações mesmo eram duas bandas de rock. Rock não é muito dançante, por isso não estava esperando nada das bandas.
            Dancei como louca até a hora da primeira banda e sentei. Mas a voz começou a chamar a atenção. Minha amiga, de contas para o palco, será que o vocalista é gatinho? Rs. Não. É uma garota. Tivemos que ir para perto do palco. A música estava chamando mesmo.
            Essa amiga também prefere música eletrônica para dançar. Mas desde que aproximamos do palco sentimos uma animação. A cantora, figurino estranho, masculina, sem maquiagem, gordinha, tinha uma voz que amaciava e dava balanço aos rocks internacionais mais escrotos.
            Então, lá pela quinta música sei lá, o tecladista seguia muito animado se dobrando todo e a gordinha botava todo seu charme vocal pra fora, numa música que eu nem sei qual era. Entrei em transe. Epifania. Nirvana. Não sei explicar o que foi aquilo. Não usei drogas. Nunca usei drogas (ilícitas né). Bebi só um drink, porque estou cortando gastos. Estava com uma garrafa de água na mão. Olhava para o palco. Meu corpo seguia a batida. E tudo que eu queria era fechar os olhos e me entregar a uma sensação muito forte. Uma emoção arrebatadora. Pensei que aquilo era uma espécie de presença de Deus. Êxtase místico. Surto psicótico. Eu queria muito chorar. Me apoiar em algum canto e chorar até. Era muito bom. Eu não conhecia a música. Nem sei dizer qual era porque era em inglês e não me lembro de nenhum trecho. Naquele momento palavras não eram necessárias. Ao mesmo tempo estava consciente e fiquei com medo que alguém me observasse naquela loucura. Como eu explicaria o choro num show de rock? Minhas amigas pensariam que eu estava triste, talvez com um ataque súbito de saudade do meu namorado, rs. E as pessoas ao redor? Daí contive o choro do jeito que foi possível.
            Eu já havia sentido coisas interessantes dançando música eletrônica. Algo como o esvaziamento mental. Mas nunca passou da vontade de fechar os olhos e me entregar à música. Dessa vez foi muito mais intenso. Acho que tenho fortes tendências psicóticas, rs.

            Foi muito bom. E fiquei esperando que continuasse em outras músicas. Mas não senti mais. Foi uma música só. Uma música que eu nem conhecia. Fiquei imaginando se a recente diminuição de açúcar na minha dieta pode der causado o choque.