quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Não faça tempestade em copo d'água - e como estudar Direito...

Acho que já amadureci um pouquinho. Não venho aqui mais para me descabelar ou tratar só de fatos. Estou em outro nível. Refletindo sobre o que tenho aprendido.
Há aqui um projeto muito nobre de um casal apaixonado por livros. Transformaram uma geladeira velha numa biblioteca pública autogerenciável, rs. Qualquer um pode pegar livros emprestado nela, anotar sozinho numa ficha lá e devolver quando quiser.
Fica num bairro longe, mas tive oportunidade de conhecer porque ela foi levada para o centro da cidade num evento cultural. Dentro dela achei um título simples, quase simplório, que parecia ser Toda Cura Para Todo Mal, como diria Pato Fu. Não faça tempestade em copo d’água, de Richard Carlson. É, autoajuda, também torci o nariz.
Estava muito tensa porque decidi estudar para um concurso muito concorrido com matérias que não tem nada a ver com literatura. Ganhar a vida com algo que estivesse vinculado à literatura não foi uma ideia muito viável, tenho que admitir.
Estudei muitas horas por dia durante muitas semanas... Raciocínio Lógico, Informática, Auditoria, Contabilidade, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Tributário, pelo qual me apaixonei. Rs. Sou uma mulher de paixões muito estranhas mesmo.
É claro que esse quebra-cabeça surtiu um efeito bem estressante na minha vida. E o título Não faça tempestade em copo d’água... e tudo na vida são copos d’água  (Dont’ Sweat the small stuff), me capturou na hora. E sabe que o livro é bem fundamentado? Budista. Aí eu vi que não era papo furado.
Eu já me interessava por meditação. Quem leu as loucuras desse blog viu o caso que eu tive com um maluco e acabei comprando um livro de meditação por influência do indivíduo. Esse livro ficou emprestado muito tempo com uma amiga problemática. Só recuperei há poucos meses. Mas eu usava a técnica de observar os pensamentos e deixar fluir só para dormir. Porque o restante do livro é muito teórico, a gente vai absorvendo muito pouco e muito lentamente.
Já esse outro – eu passei a chamá-lo “o livro da tempestade” – é muito prático. É composto de 100 micro exemplos de como aplicar ideias muito básicas, que todo mundo sabe mas nunca usou para nada, relacionadas à transitoriedade da vida. Sim, quando analisamos o conteúdo o que temos é novamente a questão da condição humana. Morte. Vivemos como ser fossemos viver para sempre.
Tenho aprendido muito com esse livro. A lição que mais fez diferença foi sobre os sentimentos serem fruto dos pensamentos. Já pensou sobre isso? Tente ficar chateado sem pensar em nada que te chateia. Impossível. Logo, se não nos deixarmos levar por pensamentos negativos não seremos carregados pelos consequentes sentimentos ruins. Você pode aceitar que não está bem e pronto. Não pense mais, aceite que tudo passa, tudo muda o tempo tooodo no muuuunnndo... como uma onda no mar! Já dizia Lulu.
Você precisa ler esse livro. Para se conscientizar do quanto nós sofremos a toa, por um carro que nos fecha no trânsito, por uma crítica, por uma discussão, por uma palavra negativa de alguém, por um prejuízo, por uma perda ou um fracasso. Não precisamos disso!
E sabe o que mais? Eu acertei 72% da prova do concurso! Estou muito realizada. Não sei se vai dar para conseguir uma das vagas. Mas só de ter me saído tão bem, estou muito satisfeita, nunca tinha estudado nada de Direito. Estou pensando até em voltar para a faculdade e cursar Direito. Era o que a psicóloga me indicou como orientação vocacional e eu não quis porque a literatura falou mais alto...
Para os concurseiros fica ainda a dica: estudei Direito com vídeoaulas do grupo Renato Saraiva. Amei os professores Matheus Carvalho (Não me irrita!) e Josiane Minardi (Juro, juro, juro que é a última vez...).
 

Engraçado que o fenômeno da transferência com o professor ocorre mesmo quando a aula é virtual. Saudade da tia Josy: CEEEEEGIIII!