sábado, 2 de agosto de 2014

DPD - Depressão pós-docência

Queria que esse blog fosse um conjunto de epifanias. Mas não é um caderno de anotações de coisas malucas que só brilham para mim, como no caso James Joyce. É só angústia.
Não tenho nada de concreto sobre o hoje para escrever. Mas tenho o sentimento de derrota de um semestre inteiro. Minha primeira decepção com a docência.
Ouvi infinitos comentários sobre esse desencanto, as experiências negativas, as dificuldades hercúleas, etc, etc. Mas é ainda pior do que me ameaçaram.
É como o horror da guerra apresentado por Lobo Antunes em Os cus de Judas. Nunca o horror foi tão eloquente. Confesso que não consegui terminar de ler. Comecei a passar mal.
E sobre leitura, estou lendo Dom Casmurro. Infelizmente não é uma releitura, vergonhosamente é a primeira leitura mesmo, porque na escola me mandaram ler Paulo Coelho. Triste, não é? A escola é sempre uma experiência sacrificante.
Meus adjetivos agora são: fracasso, preguiça, derrota, decadência. Às vezes penso que estou com uma leve depressão. Depressão pós-docência, existe isso? Quero estudar as personagens decadentes agora. Restos e sobras me interessam.
Não consigo me livrar da mania de não ir para cama cedo. Invento tudo para não ir para cama dormir, mesmo com sono. Tenho uma necessidade incontrolável de fazer algo no inicio da madrugada. Estou tomando Rivotril todas as noites para tentar me obrigar a ir dormir, sem êxito. Neurose pós-traumática, rs?

Só a literatura salva. O Rivotril está vencendo. Talvez até breve.

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