terça-feira, 26 de junho de 2012

Homem complicado: o término

Meu pensamento vagueia obsessivamente em círculos. Ele volta para um ponto: meu homem complicado.


Na proteção de tela meus amigos do último trabalho: alegria e força.

Todo o mundo em nossas cabeças. Lá fora o sol continua a nascer, as moedas a se valorizar ou desvalorizar, as novas coleções a invadir as lojas. Aqui dentro um desastre, um enigma. Estado de sítio.

Analiso, esquartejo, recomponho, inverto, manipulo todas as informações para conseguir ver o mosaico dessa situação. Mas são tantas combinações possíveis!

Mais uma vez eu sou Paulo Honório, de Graciliano Ramos. “Às vezes entro pela noite, passo tempo sem fim acordando lembranças” (São Bernardo, p.216, 88ª ed.). Quero entender o que aconteceu conosco.

Acima de tudo quero saber se:

a) Ele é bom e sabe o que está fazendo;
b) Ele é bom, mas não sabe o que está fazendo;
c) Ele é mau e sabe o que está fazendo;
d) Ele é mau, mas não sabe o que está fazendo;
e) Ele é louco e não importa o que está fazendo.
f) NDA

O que ele fez? Num dia disse que queria que nos víssemos mais, que quando estou longe sente muito a minha falta. Parecia muito apaixonado. No dia seguinte se irritou terminantemente com uma bobagem que eu disse. E daí disse que estava infeliz com o relacionamento e dentro de poucos dias me abandonou.

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