domingo, 27 de maio de 2012

Culpas e desculpas


       Se a negativa apresenta o recalcado no discurso, sem a aceitação do sujeito, então o que posso pensar quando insistentemente ele diz: não foi por causa do atraso, não foi nada disso...
            É o mesmo quando ele me diz: você sabe que o motivo não é esse, um dia você saberá o que te incomoda.
         Eu preciso apreender o sintoma dele. A repetição: ele se sente ofendido – briga – se sente culpado – se distancia – volta.
            Qualquer coisa que eu fale pode fazer referência (para ele) à algum de seus pontos fracos. Ele parece se sentir incompetente, fracassado. Quando volta se recusa a conversar. Insiste no meu ponto fraco: não peço desculpas. 
           Será que ele se sente ofendido, para brigar e sentir culpa? E ainda para que eu tenha que lhe pedir desculpas? Gosta de situações nas quais tenho que lhe pedir algo? Se afasta para que eu peça para ele voltar? Gozo.
          Culpa. Dívida. Fica desesperado quando pago uma conta. Ele me diz: toma esse dinheiro, estou te devendo... – Devendo o quê? – Você teve vários gastos... o combustível...
            Amor e ódio. O sexo tão selvagem.
            E as janelas sempre fechadas? Tampadas por cortinas. O incômodo da webcam, que fica ligada. Uma preocupação constante com o olhar do outro.
            Preciso ler sobre Pulsão de Morte.
          O neurótico na verdade sabe que ele não tem o objeto. É uma farsa que precisa ser mantida a todo custo. Por isso ele se sente pressionado e criticado. E ofendido.
- Então pare de me criticar!!! Você está sempre me criticando, na frente das pessoas, na frente da minha família! Me trata como lixo!
Será que ainda existe amor?

Nunca pensei em passar o sábado à noite fazendo reflexões assim.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Saudades

Ai que saudade desse blog fofo! rs
Nossa, tenho lido tanta coisa legal... Depois preciso escrever com calma. Agora estou por conta de estudar literatura. Não, não sou vagabunda não. Sou estudante mesmo.
Vou fazer também umas modificações aqui...
Passei esse tempo todo sumida e os blogs que sigo continuam aí a todo vapor, que lindeza!
Esse blog é uma parte de mim, que às vezes deixo adormecida. A gente quer escrever, quer que alguém leia, mas ao mesmo tempo quer ficar quietinho...
Vou deixar apenas uma citação sobre isso:
"Ao almejar a imortalidade, o artista habita uma casa de vidro"
(Em Ora Direis Puxar Conversa de Silviano Santiago, p. 63, 2006)