terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sexo verbal não faz meu estilo...


Já passou aquela paixão inicial completamente deslumbrada. Estamos nos conhecendo, ...como adultos? rs. Na verdade já somos namorados oficialmente. E acredite, ainda não fomos pra cama! Isso me faz sentir quase falsa, por mim já teria acontecido há muito tempo. É por ele, tão antiquado, tradicional, careta. Machista seria demais? Os homens não sabem lidar com o desejo feminino. Eles só conseguem pensar em nós como objeto do seu desejo. Parece que há algo de ameaçador para eles se verem como nossos objetos...
Eles amam revestir a conquista sexual de uma série de malabarismos sociais, afetivos, psicológicos... Não minto que aprendi a apreciar a expectativa, mas vejo nessa procrastinação um prazer tão morno. Será que ele teme alguma coisa?
Eu cheguei a ponto de me perguntar: mas afinal de contas, quem está fazendo quem esperar aqui? Parece que é ele, e não eu, que está me testando, me deixando 3 meses sem a cerejinha! Jurei que não adimitiria mais esta situação. Danem-se as fantasias dele, dane-se tudo! Quando você transa com um cara em pouco tempo e ele acha que você é uma "desfrutável" (rs) ótimo, menos um machista na sua vida.
Viu, eu sei que não custa muito realizar as fantasias da pessoa amada. No caso a maior fantasia dos homens hoje é correr atrás de uma mulher que não quer sexo. Eles adoram acreditar que não gostamos de sexo como eles. Eles amam achar que estamos "dando" algo que somente eles querem gozar, que somente eles estão aproveitando. A vantagem consistiria nisso.
Essa semana foi pesada, escutei duas pérolas:
- Uma mulher que sinta algo com um cara ao ficar com ele no primeiro encontro só pode ser uma vagabunda.
- Sexo sem amor é promiscuidade.
A primeira é de minha mãe e a segunda é do meu namorado, pasmem.
Eu vou sobreviver. Vou mentir o máximo que puder pra ele só para depois conservá-lo como objeto sexual.
Estou sendo cruel, mas gosto dele, de verdade. Quero que as coisas se desenvolvam, ele parece ser uma boa pessoa e eu não espero mais que compreensão e tesão de um relacionamento. É essa minha fórmula do amor por enquanto. Acho que com capacidade de aceitar o outro e um bom sexo, pode-se ajeitar tudo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Epifania


Eu precisei mudar o blog porque aconteceu algo maravilhoso... Estou apaixonada! E não é por um livro, rs. Como Paulo Honório, faço um capítulo só para Madalena...


Tudo é adorável, como diria Barthes, quando nos apaixonamos. É tudo o que eu precisava agora que encontrei um orientador que me permitirá estudar o amor, rs. O tal professor importante (fodão). Minhas inspirações agora são Píramo e Tisbe, Tristão e Isolda.

Meu pequeno objeto a me disse hoje que lembra de cada detalhe do nosso primeiro encontro (saímos quatro vezes). Tudo.

Nos beijamos o tempo todo... muito. Sua boca me dá uma sede que nunca ouvi falar. (Lembrei de como eu sempre reclamava que meu ex não me beijava).

Ele canta. Engraçado que agora que superei meu nojo pelo sertanejo pop encontrei alguém que também odeia! Temos tanto em comum. Até a mania de esquecer e negar o que dissemos.

E ama os livros. É um amor fetichizado e que domina o seu imaginário. Passional, fala quase tudo o que pensa, diretamente.

Seus olhos são bons. Quando penso neles sinto uma vontadezinha de chorar. Só um pouquinho, pra não borrar o rímel, rs.

O que mais direi que vocês não possam imaginar? Que não como, não durmo e suspiro involutáriamente? É paixão sim. Com todos os sintomas que tenho direito.

E no final das contas imagine que somos quase vizinhos e não nos conhecíamos...

Estou aqui escrevendo de madrugada para não perder o momento de Epifania. E é por isso que mudei o nome do blog. Já não será mais Literatura e Confissão. Quero que esse blog seja como o caderninho em que James Joyce escrevia suas epifanias. As epifanias de Joyce eram momentos mágicos que só ele entendia. Revelações do divino em fragmentos do cotidiano.


Interessante, lendo sobre epifanias... “No grego clássico essa palavra era usada em relação 'À alvorada, ao amanhecer', quando o sol transpõe a linha do horizonte e torna-se visível.” (In: http://www.sermao.com.br/sermoes/as-epifanias-de-cristo/). Mas isso são segredos de liquidificador, rs.

Quando o sol bater na janela do teu quarto...


*                              *                              *

P.S.: Estava olhando o post anterior... quem escreveu aquilo? Eu tornei a ver aquele cara louco. Impressionante como ele perdeu toda a graça. Ele bateu na minha porta uma noite qualquer do nada. O beijo dele ficou ruim depois que vi que era só um canalha. O tesão virou pó, não consegui transar com ele novamente. Felizmente nunca tive atração por cafagestes.






domingo, 7 de outubro de 2012

Mãos grandes, pênis...

Hoje estou péssima. Terceiro dia de TPM. Hoje eu poderia escrever a história do Harry Potter, órfão, morando com os tios monstros, quartinho debaixo da escada, sem perspectiva nenhuma. Um lixo.
Meu orientador me enrolou o ano todo para agora, aos 45 do segundo tempo, me dizer que realmente ele não é a melhor pessoa para me orientar. Recebi tanto fora dos professores que procurei, que nem sei viu. Dos que se dignaram a me responder, recebi seis foras, dois talvez e um sim. Mas esse sim disse que não ia conversar comigo mais, porque primeiro o professor fodão ia responder meu email. Professor fodão disse pra ele que iria me responder. Estou farta de esperar!!!
Que mais? Vamos arrolar aqui todas as desgraças de uma vez. Conheci um cara tudo a ver. Interessante, um pouco doido, bom de cama... Aliás, conseguiu incrivelmente superar meu ex!!! Até o pênis dele é maior que o do meu ex, que era muito bem dotado, tenho que dizer isso, importando ou não. Sério, o desse é maior ainda. Aliás, os dois têm as mãos bem grandes. Meninas, prestem atenção nas mãos! Não estou falando de comprimento, estou falando de espessura. Se o cara tiver os dedos grossos pode crer que o pênis também é grosso e isso faz muita diferença. O dançarino por exemplo tinha dedos finos e delicados... Tenho até medo de ficar prestando atenção nas mãos de todos agora...

E a boca dele? Que beijo bom e que coisas maravilhosas que ele sabe fazer com ela. Nunca gozei tão rápido. Não que isso seja o ideal né. Depois disso ele conversou comigo novamente, me ligou, pediu para eu entrar no msn, fez planos, ligou para avisar a mudança de planos, ficou de marcar outra coisa, esperei e... Nada. NADA. Aí lá em pleno fim de domingo ele me liga... Ainda bem que nem vi a ligação, que ódio!
E eu na maior dúvida. Uma colega me convenceu que eu podia ligar pra ele e usar ele quando eu quisesse. Mas minha mãe diz que devo ser firme, me valorizar, se não ligou, foda-se. Eu não sei mesmo.
Hoje eu jurava que eu iria sair, de qualquer jeito. Daí uma amiga estava cansada, a outra com dor de cabeça, a outra nem me respondeu, a outra foi passar o fim de semana na casa dos pais no interior, a outra tem que cuidar do filhinho doente, a outra está namorando e tem ainda uma outra que nem vou chamar porque acha que eu só saio em lugar de rico... Bando de filhas da puta, justo hoje!
Liguei pra duas colegas do mestrado ontem, pra saber de uma disciplina e nenhuma me atendeu. O que está acontecendo??
Que lixo viu. To me sentindo a própria Carminha desmascarada e jogada no lixo.
Se eu tivesse ao menos em posse do meu bom humor, minha sanidade mental, eu sairia sozinha, já fiz isso várias vezes. Mas hoje, com essa TPM desgraçada não dá. E vai que um desses babacas que não quero ver me vê sozinha por aí? Não posso, hoje eu não saberia bancar a poderosa. Hoje estou destituída de todos os meus poderes.
Esse é o post mais podre que já vi. Ah! Tem mais uma coisa, ainda não recebi a bolsa do mestrado esse mês. Não sei o que aconteceu. Parece que todos se juntaram contra mim! Todos querem que eu espere! Justo agora! Esse mês estou entrando na crise dos 27! Com essa idade até meu pai já estava casado, tendo o primeiro filho. Não vou comemorar meu aniversário.

domingo, 9 de setembro de 2012

Psicanálise é coisa de velhas?

Estou aqui, resistindo.
Não durmo cedo, não é por simples insônia. É uma forma de lidar com a dor.
Sempre chega um momento em que tudo parece sem solução.
Eu estou feliz. Mas eu queria me apaixonar de novo...
E com a idade parece que se apaixonar fica mais difícil. Ficamos mais seletivos? Mais chatos? Mais realistas? Ou será que todas as pessoas interessantes vão sumindo em relacionamentos estáveis...
Fiquei com o dançarino hoje. Aquele tesão todo sumiu. Fizemos um passeio romântico, tomamos meu vinho branco preferido, dançamos, rimos, mas não adiantou nada. Na hora h não senti nada.
Ok, isso já aconteceu até quando eu estava com meu ex-super-bom-de-cama. São meus sentimentos.
Mas fico sentindo que algo está permanentemente estragado.
Estou de saco cheio de tentar conhecer alguem interessante. Todo mundo é tão chato. Mal tolero minhas amigas.
Na aula tão esperada deste semestre no mestrado só tem senhoras com mais de 50 anos. Parece que esse é o perfil predominante de quem se interessa por psicanálise. Tenho até medo de ir nas jornadas e acabar deprimida.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Baú de recordações

Tenho aqui salvo um pequeno rascunho que escrevi da primeira vez que o Homem Complicado terminou comigo no ano anterior:

AAaaaaaaaahhh!
Acordei! Voltei a respirar, de um profundo torpor...
Uma paralização intelectual. Nem sei por onde estive. Não li nada de relevante nos últimos meses. A não ser os livros do mestrado. Aliás, passei no mestrado!
Sabe porque estou aqui? Como consegui voltar? Ele terminou comigo. Há alguns dias.
A minha vida havia se comprimido em fazer mala/desfazer mala/receber visita. E o ritmo era a variante amar/brigar/chorar. Não sobrava tempo, nem libido para mais nada. Doce vampiro.

E novamente o problema do sexo

Voltei a sair com o dançarino tímido. Relembrando o causo, eu era a fim dele e ele era reticente. Depois mudou de atitude, quis ficar comigo e demonstrou muita timidez. Achei que nunca fosse conseguir levá-lo para cama. Sempre pensava comigo "dá próxima você não me escapa, garoto". Ele melhorou demais, criou pegada, mão boba, insinuações perigosas. Além disso conversa agora sobre diversos assuntos.
E com o chute na bunda que levei (viu que estou até fazendo piada? já estou bem melhor) a oportunidade surgiu. Os amassos foram esquentando, ele fez umas insinuações e eu afirmei categórica que não deveríamos esperar mais! Já estava quase achando que ele era quase virgem, rs. Detalhe: ele tem 25 anos incompletos.
E fomos lá. Ele é um moreno alto, forte, e com mais a timidez, é um forte candidato para me deixar louca. Contudo, para ser bem objetiva, a ereção dele não estava muito firme, ele gozou muito rápido e da segunda vez ejaculou precocemente também. Foi horrível mesmo, mas confesso que gozei da segunda vez, mesmo tendo sido tão rápido, acho que porque estava muito necessitada e concentrada. Ninguém vai entender isso. E pior é que achei o pênis dele muito fino...
Então, concluí: não deu certo, não vou insistir, não saio mais com ele. Não falei nada com ele, apenas me afastei. Falar o quê? Muito constrangedor.
E resolvi investir apenas num advogado que andava me perseguindo. O cara era um tipo "desesperado para encontrar meu novo amor". Tanto saímos que planejamos viajar juntos. Nem quero falar muito sobre isso, essa ainda não superei. Resumindo, foi horrível, ele se revelou chato, não era carinhoso, era estranho, tinha péssimo gosto musical, das 4 transas ejaculou precocemente em 3. Fiquei deprimida pensando no ex e pedi para ir embora antes.
Para completar, o destino não era lá muito legal e eu adoeci. Infecção de garganta de novo. Igualzinho como no término do meu relacionamento anterior, esse é o meu sintoma predileto, rs.
Voltei a sair alegremente, doida para paquerar, conhecer pessoas novas. E quem estava lá? O dançarino tímido. Lindo, gostoso, cheiroso, simpático, bonzinho, falando coisas interessantes e dançando... Pensei comigo: que pena que não deu certo. E fiquei na minha.
Mas no final da noite ele me tirou para dançar... e quando dei por mim já estávamos nos beijando. Gostaria de dizer que o resto você já sabe, mas não sabe não. Relembrei todo o tesão que ele me causa, ele está com mais pegada do que nunca. E numa outra ocasião lá fomos nós tentar novamente.
E foi pior ainda, rs. Eu estava lá, tranquilamente cumprindo os rituais que me ensinaram que os homens gostam, segurei o membro dele, fiz alguns movimentos delicados e tomei um grande susto quando ele gemeu alto! Só de pegar ele gozou em segundos (isso eu realmente nunca tinha visto).
Daí esperei que ele tivesse outra ereção, que mal deu para começar a penetração e já murchou. E não veio mais nenhuma. Agi como se tudo fosse perfeitamente normal. Voltei para casa alegre: afinal o problema não havia sido comigo, para variar.
Decidi que não vou desistir. Ele não tem experiência nenhuma, por isso está ansioso. E além do mais ele me causa um tesão louco. Apenas tomei um drink com ele uns dias atrás e quando cheguei em casa gozei duas vezes, sozinha é claro. Mas pensando nele. Interessante pensar que apesar desse fracasso todo ele possa render indiretamente orgasmos muito bons. Sou bem louca mesmo.
E pronto, já arrumei outro homem para salvar. Vou chamar de Operação Ejaculação Precoce (OEP).
A teoria dele é que o sexo melhora com o tempo. Não discordo, só temos que ver de quanto tempo estamos falando.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Atos falhos

O meu homem sério/complicado me escreveu uma mensagem onde a palavra culpa apareceu repetidas vezes. Como um bom neurótico, seu superego está gozando com a situação. Esta enorme culpa vai torturá-lo, cumprindo sua necessidade de punição. Ao mesmo tempo ele foge da necessidade de encarar seus problemas emocionais deflagrados pelo relacionamento.


E eu? Eu quero muito mudar meu objeto de desejo. Não quero ser atraída por pessoas complicadas, difíceis, loucas. Quero me apaixonar por um cara saudável, com o mínimo de neuras necessárias. Preciso fugir dessas ligações doentias. Como uma boa neurótica estou sempre repetindo este padrão de homem.

Encontrei umas palavras de Freud que parecem definir nosso relacionamento:

“Quanto mais ‘nervosas’ são duas pessoas, mais elas se dão motivos para desentendimentos cuja responsabilidade é tão terminantemente negada por cada uma em relação a si mesma quanto é considerada certa em relação à outra. E esse é sem dúvida o castigo pela insinceridade interna das pessoas, que só a pretexto do esquecimento, dos equívocos na ação e da não-intencionalidade expressam impulsos que melhor seria admitirem para si mesmas e para os outros quando já não podem controlá-los.” (Atos casuais e sintomáticos; vol. VI; Sobre a psicopatologia da vida cotidiana).

Nesse texto ele fala dos atos falhos, dando muitos exemplos. Fiquei pensando no estopim de minha briga com o falecido. Eu causei a situação, com atos falhos, do tipo perder a hora, falar coisas de duplo sentido. Porque eu fiz isso? Certamente havia coisas mal resolvidas, mas eu não queria terminar. Ele também contribuiu bastante – ao me ver nervosa falou coisas desnecessárias que me fizeram falar coisas piores ainda.

Muito bem, eu admito que o desprezava por não conseguir se organizar com o horário. Desprezo talvez seja uma palavra forte demais. Eu apenas achava meio ridículo a atrapalhação dele com os horários. Ele tinha uma tendência a complicar tudo. Não tinha o menor senso prático. Essa incapacidade de resolver as coisas com eficiência me matava. E ele era assim no campo emocional também. Nunca conseguia por fim a uma discussão. Se eu não cedesse e o adulasse ele poderia prolongar qualquer briga indefinidamente. Um idiota.

Ele demorava enormemente para acordar, do tipo que liga a soneca do celular um milhão de vezes. Demorava mais que eu para se arrumar. Muito lerdo. Sempre chegava atrasado ao trabalho. Engraçado, foi justamente usando isso que eu falei sobre os atrasos dele. Atrasei para falar que ele se atrasava. Interessante o meu ato falho.

Eu adoraria jogar na cara dele todos os horrores que penso. Foi muito bom não termos conversado para terminar, eu teria dito muitas coisas das quais me arrependeria. Sim, estava preocupada com a carreira derrotada dele. Percebia como a sua falta de estabilidade financeira seria um empecilho para ficarmos juntos. Não via explicação para ele não ter feito ainda pós-graduação ou passado num concurso razoável. Não achava muito bonito ele morar com a mãe, aos 36 anos. E também não admirava o fato de ele ter tido relacionamentos tão curtos, enquanto a maioria de seus amigos já estavam casados e tendo o primeiro filho.

Mas eu fazia vista grossa, gostava dele. É horrível pensar nele desse modo. Eu queria cuidar dele. Porque estou parecendo essas mulheres apaixonadas pelo marido alcoólatra? Não tenho que salvar ninguém. Tenho que procurar o que for melhor para mim.

Ele estava certo em terminar.

Homem complicado: o término

Meu pensamento vagueia obsessivamente em círculos. Ele volta para um ponto: meu homem complicado.


Na proteção de tela meus amigos do último trabalho: alegria e força.

Todo o mundo em nossas cabeças. Lá fora o sol continua a nascer, as moedas a se valorizar ou desvalorizar, as novas coleções a invadir as lojas. Aqui dentro um desastre, um enigma. Estado de sítio.

Analiso, esquartejo, recomponho, inverto, manipulo todas as informações para conseguir ver o mosaico dessa situação. Mas são tantas combinações possíveis!

Mais uma vez eu sou Paulo Honório, de Graciliano Ramos. “Às vezes entro pela noite, passo tempo sem fim acordando lembranças” (São Bernardo, p.216, 88ª ed.). Quero entender o que aconteceu conosco.

Acima de tudo quero saber se:

a) Ele é bom e sabe o que está fazendo;
b) Ele é bom, mas não sabe o que está fazendo;
c) Ele é mau e sabe o que está fazendo;
d) Ele é mau, mas não sabe o que está fazendo;
e) Ele é louco e não importa o que está fazendo.
f) NDA

O que ele fez? Num dia disse que queria que nos víssemos mais, que quando estou longe sente muito a minha falta. Parecia muito apaixonado. No dia seguinte se irritou terminantemente com uma bobagem que eu disse. E daí disse que estava infeliz com o relacionamento e dentro de poucos dias me abandonou.

domingo, 27 de maio de 2012

Culpas e desculpas


       Se a negativa apresenta o recalcado no discurso, sem a aceitação do sujeito, então o que posso pensar quando insistentemente ele diz: não foi por causa do atraso, não foi nada disso...
            É o mesmo quando ele me diz: você sabe que o motivo não é esse, um dia você saberá o que te incomoda.
         Eu preciso apreender o sintoma dele. A repetição: ele se sente ofendido – briga – se sente culpado – se distancia – volta.
            Qualquer coisa que eu fale pode fazer referência (para ele) à algum de seus pontos fracos. Ele parece se sentir incompetente, fracassado. Quando volta se recusa a conversar. Insiste no meu ponto fraco: não peço desculpas. 
           Será que ele se sente ofendido, para brigar e sentir culpa? E ainda para que eu tenha que lhe pedir desculpas? Gosta de situações nas quais tenho que lhe pedir algo? Se afasta para que eu peça para ele voltar? Gozo.
          Culpa. Dívida. Fica desesperado quando pago uma conta. Ele me diz: toma esse dinheiro, estou te devendo... – Devendo o quê? – Você teve vários gastos... o combustível...
            Amor e ódio. O sexo tão selvagem.
            E as janelas sempre fechadas? Tampadas por cortinas. O incômodo da webcam, que fica ligada. Uma preocupação constante com o olhar do outro.
            Preciso ler sobre Pulsão de Morte.
          O neurótico na verdade sabe que ele não tem o objeto. É uma farsa que precisa ser mantida a todo custo. Por isso ele se sente pressionado e criticado. E ofendido.
- Então pare de me criticar!!! Você está sempre me criticando, na frente das pessoas, na frente da minha família! Me trata como lixo!
Será que ainda existe amor?

Nunca pensei em passar o sábado à noite fazendo reflexões assim.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Saudades

Ai que saudade desse blog fofo! rs
Nossa, tenho lido tanta coisa legal... Depois preciso escrever com calma. Agora estou por conta de estudar literatura. Não, não sou vagabunda não. Sou estudante mesmo.
Vou fazer também umas modificações aqui...
Passei esse tempo todo sumida e os blogs que sigo continuam aí a todo vapor, que lindeza!
Esse blog é uma parte de mim, que às vezes deixo adormecida. A gente quer escrever, quer que alguém leia, mas ao mesmo tempo quer ficar quietinho...
Vou deixar apenas uma citação sobre isso:
"Ao almejar a imortalidade, o artista habita uma casa de vidro"
(Em Ora Direis Puxar Conversa de Silviano Santiago, p. 63, 2006)