segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fudeu Vani


Cara, fudeu. Eu estou tão confusa que nem sei se vou conseguir escrever um texto. Só sei que preciso. Senão, vou enlouquecer.
É tudo por causa do tal cara mais velho. Percebo que nossas personalidades são parecidas demais. Em poucas palavras: ele é um menino mimado. E eu também .
Ele tem suas opiniões, não abre mão delas e acha que elas são as melhores. E eu também. Ele quer que as coisas sejam do jeito dele. Eu também. Ele quer que o sexo seja bom pra ele. E eu que seja bom pra mim. Mas ele também quer que o sexo seja bom pra mim. E eu pra ele. Mas ele não quer fazer as coisas como seria bom pra mim. E nem eu pra ele.
Somos muito parecidos. Ele não acredita. Também não acreditaria nele. Não sou do tipo que cede. Nem ele.
Estamos fodidos! Estamos fodidos? É isso que eu preciso saber. Não tinha nem conseguido descobrir se gosto dele mesmo e já tive esse drama.
O que me preocupa é que já passei por esse tipo de situação. E não terminou bem. Eu luto por esse tipo de cara até um certo ponto. Mas logo deixo de gostar dele. Não suporto essa pressão. E vejo que esse tipo de cara não suporta pressão alguma.
A minha grande verdade é que ele não consegue lidar com o fato de que é ruim de cama. Como a maioria dos homens. E eu sou uma idiota de ter feito ele ao menos pensar nessa hipótese. Fudi com tudo. Eu esqueci que esse tipo de pessoa é especialmente sensível, irritável e melindrosa. Provavelmente a auto estima dele foi pro saco. E daí sobrou pra mim. E foi a vez dele fuder com minha estabilidade emocional.
E fiquei ainda mais insegura com o sexo. Acho que a grande lição que tenho que aprender sobre o sexo e o amor, é que fingir prazer pode evitar um desprazer muito maior depois. Ah se seu soubesse! Se eu soubesse!
Caraca! Mas eu nem cheguei a comentar com ele o fato de que na vez anterior, tão louvada por ele, eu nem gozei! Foi bom, mas não gozei. E ele parece que nem se preocupou em saber. Não é à toa que a ex dele não gostava de sexo!
E cara, ele tem é razão. Acho que simplesmente não dá mesmo. Não há muito o que fazer. Ele não está disposto a aprender nada sobre as mulheres, nem sobre mim. É machista demais.
Forcei a barra demais. Deixei claro que não estava excitada. Foi demais pra ele. Ele é tão inocente. Tão bobo. Acha que é só ir tirando a roupa rápido e rumando para a penetração. Mas me sinto culpada. Ele é só um menino (mais velho que eu 8 anos), mas é um menino mimado. E eu deveria ter tido mais consideração. Pegado leve. Esperado, dado um tempo pra ele. Assim como ele não quis me dar um tempo, pegado leve, esperado a minha excitação aparecer com umas boas preliminares.
Mas você sabe por que ele acredita que é bom de cama? Porque todas as outras deixaram que fosse assim. Elas silenciaram. Elas preferiram, por ignorância ou lei do menor esforço, deixá-lo acreditar que era só aquilo mesmo e que não tinha nada demais.
E como eu não me calei, a casa caiu. Eu não devo mesmo ter a ilusão de que algum dia o sexo vai ser uma coisa tranqüila na minha vida. Os homens são todos iguais. E ai de quem diga que eles não sabem fazer sexo.
Tenho uma escolha: finjo que está bom e ganho a confiança deles, ou quebro o pau e faço eles saírem correndo.
Eu? Voltar pro analista e contar como foram ruins as minhas experiências? Nada disso. Ele que vá lá. Eu sei o que eu quero. E sei gozar sozinha também.
Sei que ele está pensando a mesma coisa. É isso que me deixa perturbada.
Ele me enganou. Na primeira vez, fez um monte de preliminares deliciosas. Me deixou doida e tals. Da segunda, disse que me esperaria o quanto fosse preciso, vez alguma coisa e ainda foi bom. Dessa terceira vez ele queria que fosse instantâneo. Estilo uma rapidinha. E ainda disse que ficou impaciente. Eu não mereço isso.
E se ele acha que eu não mereço um desempenho melhor é muito justo que pare por aí mesmo. Ele tem toda razão em sentir que não pode corresponder minha expectativa. Porque ele não pode mesmo. O que dói é saber que o que ele disse, no fundo é verdade. Ele não é bom o suficiente. E nós dois sabemos disso. É a única coisa sobre a qual concordamos.
Tanta coisa ruim. E eu nem vou comentar a vitória da Dilma. Fudeu!

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