segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Coisas estranhas


Algo me diz que esse blog será mais Confissão e Psicanálise do que Literatura e Psicanálise. Fui numa Jornada de Psicanálise um sábado aí pra trás. Era sobre Literatura e Psicanálise e as pessoas falaram muito de Clarice Lispector e James Joyce, o óbvio. E houve a apresentação de um vídeo com uma entrevista da Clarice. Que pessoa bizarra. Parecia um alemão que tinha aprendido a falar português no interior da Bahia. E a seriedade? Tirando isso, leio minhas anotações e não entendo muita coisa. Muitas idéias desconexas. Espero que isso não tenha nada a ver com minhas emoções...
Tenho que contar um sonho muito louco que tive semana passada. Primeiro os restos diurnos: um cara chato do trabalho havia me dado conselhos sobre relacionamento. Outro havia discutido comigo sobre idéias machistas como "o homem deve pagar a conta". Sonhei que estava num supermercado. Estou olhando materiais de limpeza, encontro uma coisa (eu deveria desenhar depois e colocar aqui, rs) tipo um funil com uma escova de lavar roupa por dentro, na verdade uma coisa achatada com cerdas no final de uma das bordas internas, que serve para se enfiar e tirar o bico do tênis (se eu contar esse sonho pessoalmente pra alguém vou ficar vermelha). Depois estou escolhendo ferramentas. Vejo vários tipos de pincéis, com cerdas retas ou arredondadas e umas pessoas me aconselham: compre para o seu pai. Eu entendi na hora (dentro do sonho) que eu compraria pra mim, mas diria que são para o meu pai. Sabe quando você compra pra sua mãe um batom lindo que você também vai poder usar? Tipo isso.
Vou para o caixa e é aí que aparece o colega chato do trabalho, ele é tipo meu "amante" e vai pagar a conta. E eu pergunto pra ele irritada: A sua mulher sabe que você está aqui comigo? - Ele responde qualquer bobagem e esqueci a continuação.
Será que essa parte do meu pai é tipo: sou adulta, mando na situação, mas vou deixar você pensar que tem o poder? Seria uma saída interessante depois de ter tido tantos pesadelos com ele.

Imagine essa escova ao avesso: as cerdas por dentro da alça.

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