terça-feira, 8 de junho de 2010

Ficção Fantástica

Gosto de usar fotos do meu periquitinho Agapornis Personata na área de trabalho. Ele é o amor da minha vida. Coloco estendido e fico imaginando que loucura se ele aparecesse grande, tipo um metro de altura. Minha mãe diz que acharia lindo. Mas aquele bicão vermelho ia destroçar as portas da casa facilmente. Ou arrancar nossos braços caso tentássemos segurá-lo. Na verdade com um metro de altura seu corpinho redondo não passaria numa porta comum. Não, passaria sim, porque ele é mestre em fugir de gaiolas e atravessar passagens estreitas. E quando ele desse seus gritinhos e dançasse com suas asas verdes abertas, jogando o peito amarelo pra frente, faria qualquer um se esconder debaixo da mesa. Mas sua infinita desconfiança provavelmente voaria para o telhado e ficaria distraído cutucando o pé, então enorme garra azulada.




Se fosse pra inventar minha versão brasileira do Harry Potter poderia usar um periquito assim enorme para ser uma criatura mágica, meio de transporte. Surpreso com a citação? É, também tenho espaço na minha vida para a chamada literatura comestível. E ela é até saborosa, não é assim um Saber com sabor, como propõe o Barthes, mas diverte.

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