sexta-feira, 11 de junho de 2010

Crise II

Cismei que quero sair com o Sr. R. Já deu pra perceber que a transferência dos afetos pelo Sr. G foi executada com êxito para o Sr. R. Tá tão difícil fazer ele me notar.


Tá tão difícil decidir entre mestrado ou estudar psicanálise.

Continuo com F. Ele se comportou tão indignamente nessa crise da suposta gravidez. Fiquei tão decepcionada e desanimada com ele. Ele é um bom rapaz, mas não é nem um terço do que eu esperava de um homem. Temos quase três anos de namoro e ele tem vinte e cinco anos – lidou com a situação como se tivesse quinze e fosse a primeira transa dele.

Coincidência, o Sr. R disse que namorou três anos, ela ficou grávida, casaram-se e após cinco anos se divorciaram. Há dois anos é evangélico, não está namorando, não tolera ciúmes e tem de cuidar dos filhos. De cara vejo que não sirvo mesmo pra ele.

Ainda bem que a minha história é diferente. Eu não engravidei, não fui à casa de D. Albertina, não planejei matar ninguém, não me escondi da polícia. Nem angústia, nem crime, nem castigo.

Outra coincidência é que na revista Criativa desse mês li uma reportagem sobre os prós e contras de se viver um romance no ambiente de trabalho. Histórias bizarras, gente que transava no banheiro, gente que traía o noivo, gente que transava com o chefe sem gostar dele.

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