segunda-feira, 15 de março de 2010

Alegria, raiva, decepção, amor e felicidade

Essa semana foi muito agitada. Foi a minha colação de grau. Eu passei vários semestres pensando (assim como várias amigas pensam) que iria chorar muito na cerimônia, que passaria por minha cabeça todos os momentos difíceis, que seria emocionante como um casamento, e até mais, porque, hoje o diploma é mais importante na vida de uma mulher. E também eu havia sentido muita vontade de chorar na colação de outras pessoas. Contudo, o clima era de animação, de festa, de zueira. Somente quando entrávamos no auditório, ao som de Oh Happy Day instrumental em flauta e um lindo piano preto com cauda é que senti uma levíssima emoção e meus olhos ficaram úmidos. Mas secaram no mesmo instante e voltei a ficar animada. Muitos discursos inteligentes, poéticos e engraçados. Não vi ninguém chorar. Foi tudo lindo.

Bom, aconteceram muitas coisas ruins no resto da semana. O professor de dança sumiu no dia da aula e eu quase morri de raiva. Pouquíssimos convidados apareceram na comemoração que planejei numa boate, contudo os que apareceram eram os mais chegados e a noite bombou demais. Fui deixada de lado pela milésima vez pela mesma "amiga" e sonhei com ela hoje. A Srta. A me contou que ficou com o Sr. L, daquela história passada (vide Sonho Constrangedor). Tudo bem, fiquei surpresa com a cara de pau dela em ter negado tudo antes, mas o problema não foi esse. Ela nem me avisou que não iria poder comparecer ao meu convite da boate. Nem respondeu o convite e nem atendeu minha chamada. A maior falta de consideração. Provavelmente teve planos mais interessantes com o Sr. L. Agora que estou fora do caminho ela não precisa mais se preocupar comigo. Talvez ela até sentiu medo de que ele tivesse uma "recaída" quando me visse na boate. Afinal, eu comentei com ela que havia brigado com meu namorado.

Sonhei que estava no trabalho com o tal Sr. L. A sala de trabalho é a sala de minha casa. Ele estava especialmente atencioso, de um modo suspeito. Ele me abraça apertado e não solta mais, me sacudindo levemente. E eu fico sem graça e falo: você tá ninando eu? (em tatibitate, brincando com ele). Pelo espelho vejo que estou de blusa e scarpin vermelhos. Vejo também que são 1 hora. Esse é o horário da Srta. A chegar. E ela chega, olha a cena sem graça e eu mais sem graça digo oi. Ela responde bem choca e falsa: oi, e vira o rosto para o outro lado do batente, como costuma fazer às vezes no serviço. Nesse momento tenho certeza que a cena foi uma armação para causar ciúmes na Srta. A. O Sr. L me solta e diz para um cara que chega: precisa conhecê-la (referindo-se a mim), ela é demais. O cara nem dá papo e eu acordo.

Logo, penso que o desejo do sonho é uma vingancinha óbvia demais. Mas outros elementos me deixam em alerta. Esse detalhe do sapato e blusa vermelha. Lembro que usei uma roupa assim quando estava ficando com o Sr. Tenho namorada que me deixou. Foi o melhor dia que estivemos juntos. Beijamos intensamente durante horas. Mas quem me incomoda nessa história toda é ela. A Srta. A é que foi falsa, sempre fingindo ser minha amiga. Sempre quis o Sr. L pra ela. Mas era por mim que ele se interessou quando nos conheceu. Inconscientemente todas as nossas piadas tinham conteúdo sexual. Era atração pura. O problema não é o garoto. Ela é que ficou com raiva de mim por causa disso. O que sei é a censura do inconsciente falhou e eu acordei às 7 da matina e não consegui dormir mais.

E porque eu não peguei o Sr. L? Por causa do meu namorado, F. Na época o namoro estava um pouco fraco, mas não quis trair, nunca traí ninguém e não vi motivo pra isso. Mas agora estamos tão bem. Estou apaixonada novamente, e já estamos chegando ao 3° ano de relacionamento. Acho que trair nunca vale à pena, nem faz sentido, porque se está tão ruim assim é melhor terminar. E se você não consegue terminar é porque gosta mesmo e deve tentar resolver as coisas.

Voltei a crer que F é a pessoa com quem vou passar o maior tempo da minha vida. Essa frase é uma forma de dizer sem romantismo que ele é o amor da minha vida. Sou cética, não devo ficar declarando essas coisas, rs. Esses dias, como hoje, dias tão simples. Mas tão repletos de significado. Não temos nada em comum a não ser o senso de moral. Já aprendemos muita coisa sobre como conviver bem com nossas diferenças. Ele está a cada dia mais bonito e mais amoroso. Estou feliz.

Um comentário:

josé pacheco disse...

Parabéns pelo novo grau.
E, caramba, você escreve realmente muito bem. Parabéns por esse tom singular, confessional, que conseguiu encontrar.