segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Destilando veneno

Ai, nem acredito no que me aconteceu essa semana. Uma coisa tão fofa... Estava acompanhando minha mãe a fazer compras, justo naquele maldito supermercado onde trabalha o menino inconveniente que conheci na única baladinha que fui sem meu namorado nos últimos meses. Estragou os meus planos pra aquela noite. Mas não é essa a questão. Entrei firme, passei pelo balcão dos gerentes onde ele fica, não olhei pra ele, mesmo sentindo os olhos dele grudados em mim. Fui seguindo meus pais, prateleira pra cá, prateleira pra lá e dou de cara com quem? Com meu amorzinho de infância! Gostava dele quando eu tinha 11 anos. Ele me reconheceu imediatamente, sem titubear. E que felicidade, modéstia à parte eu estava ótima, camisetinha branca deixando ver uma tirinha da cintura, shortinho estampado e com o cabelo solto lisíssimo devido à progressiva refeita no dia anterior. Nada como encontrar alguém do passado e perceber o quanto você melhorou, em todos os sentidos... Depois fiquei tentando me lembrar como me sentia perto dele há treze anos atrás, mas não faço a menor idéia. Como todo garoto que era bonitinho na infância ele estava meio feinho... mas não demais, porque afinal de contas ele nunca havia sido tão bonito assim. Só teria sido melhor se eu estivesse acompanhada do meu namorado... Mas já foi suficiente pra mim ter respondido a ele que formei numa federal.

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