terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os Barbixas

Sou fã dos Barbixas. Primeiro conheci o Quinta Categoria da MTV, amor à primeira vista, depois vi o Improvável no youtube e adorei, e agora eles formaram o É Tudo Improviso na Band. A questão é que esse programa está deixando muito a desejar em comparação à versão anterior. De um modo geral as brincadeiras estão sem graça, poucos erros, poucos jogos inteligentes, poucas situações inusitadas, pouca bobagem, enfim, pouco improviso. Estou decepcionada, nunca perdia o Quinta Categoria. Sinto que as grandes risadas que dei (e quando acho graça rio alto pra caramba) ficarão na saudade.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Transferência

Gostaria de ser bastante sincera. Ele ainda não saiu da minha cabeça. Às vezes sonho com ele. Sonhos estranhos, a figura dele fica meio estática, irreal, como se fosse só uma foto ampliada. Não me olha, não fala comigo, só observo ele passado de perfil num fragmento de segundo. Fico pensando em escrever um e-mail de paquera. Mas qual o propósito? Ele não tem nada a ver comigo e é casado. Mas não paro de pensar nele. Mas ele é casado. Mas não paro de pensar nele. Mas ele é bem mais velho. Mas não paro de pensar nele. Mas ele nem me conhece direito. Mas não paro de pensar nele. Mas mal o conheço. Mas não paro de pensar nele. Mas ele está fora de forma. Mas não paro de pensar nele. Mas eu nem sei se ele iria querer alguma coisa comigo. Mas não paro de pensar nele.
Depois conto a história toda.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lolita

Meu primeiro livro dessas férias foi Lolita. Confesso que procurava um romance entre um professor mais velho e uma jovem aluna terrível. Mas não foi isso que consegui. Esse livro é a confissão de um pedófilo, pura e cruel. Fiquei bem decepcionada no início. Lolita não merecia minha identificação, tinha apenas 12 anos! As versões do cinema apresentam uma Lolita bem mais grandinha... Mas havia algo mais, não consegui parar a leitura, apesar de o protagonista afirmar que seu interesse sexual era pelas meninas esguias, retas, ainda sem forma de mulher, enfim, crianças. Segundo o narrador, Humbert Humbert, nem todas as meninas tem potencial para ser uma ninfeta, as gordinhas de tranças e/ou as precocemente dotadas de seios e quadris marcantes são consideradas broxantes.
O fato é que o livro me laçou e tive que chegar até o fim. Até mesmo aos comentários do autor. O ousado Vladimir Nabokov conta sobre as censuras sofridas e as interpretações dos críticos. Um deles palpitou que a obra representa o relacionamento do autor com a literatura. Mas Nabokov dá sua versão de que seria seu relacionamento com o Inglês: “Minha tragédia pessoal - que não pode e, na verdade, não deve interessar a ninguém – é que tive de abandonar meu idioma natural, minha rica, fluida e infinitamente dócil língua russa em troca de um inglês de segunda categoria, desprovido de todos os acessórios – o espelho de truques, o pano de fundo de veludo preto, as tradições e associações implícitas – de que o ilusionista local, com as abas do fraque a voar, pode valer-se magicamente a fim de transcender tudo o que lhe chega como herança” (NABOKOV, Vladimir. Sobre um livro intitulado “Lolita”, 12/11/1956, in Lolita, São Paulo: Companhia das Letras, 1994). Lamento muito por ele.

Formanda

A faculdade acabou. As coisas que eu mais vou sentir falta... A paisagem da rua principal da UFMG - sempre inspiradora. Os amigos do estágio e seu senso de humor. A visão da mata da janela da sala da última república - parecia litoral. O acervo da biblioteca. A possibilidade de a qualquer momento encontrar nos corredores amigos engraçados ou professores queridos. As aulas divertidas ou interessantes que prendiam totalmente minha atenção. As áreas gramadas sempre me convidando para um repouso despreocupado que eu nunca aceitava. O sentimento de infinitude que a oferta de disciplinas me proporcionava, pois sempre há disciplinas inéditas e em edição limitada.